O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou, nesta 3ª feira (3.nov.2026), que o partido calcula ter direito à presidência de 7 comissões permanentes a partir de 2027. A declaração foi dada a jornalistas na sede da legenda, no complexo Brasil 21, em Brasília, depois de uma reunião de líderes para discutir as eleições das Mesas Diretoras do Congresso.
Direito regimental e escolha de colegiados
O deputado ressaltou que a legenda ainda não definiu quais colegiados pretende liderar, explicando que a preferência dependerá de futuras composições com outras siglas na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados.
Durante o encontro com a imprensa, o parlamentar destacou que em negociações passadas a sigla abriu mão de espaços para viabilizar entendimentos, mas agora defende que a proporcionalidade partidária seja rigorosamente seguida.
“Temos um mapeamento do que é o nosso direito regimental, que, neste caso, são 7 comissões permanentes”, disse.
“Estando no bloco é uma ordem de pedidas, estando fora do bloco é outra ordem de pedidas”, afirmou.
Regras e impasses internos
Apesar da cobrança da cúpula partidária, o Regimento Interno da Câmara não assegura de forma automática o comando de sete colegiados ao PL. Embora a proporcionalidade oriente a divisão das vagas, a escolha dos presidentes ocorre por meio de votação dos próprios integrantes de cada comissão, conforme estabelece o artigo 39.
O debate acontece em meio a divergências na bancada sobre um possível apoio a Hugo Motta (Republicanos-PB) na eleição para a presidência da Casa, agendada para fevereiro de 2027. Enquanto alguns parlamentares defendem a independência da legenda, outros ponderam sobre a perda de espaço na estrutura administrativa.
A posição de Nikolas Ferreira e o isolamento político
Mais cedo, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que prefere abrir mão da presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) a apoiar Motta. Para ele, o partido deve priorizar sua identidade política em vez de negociar cargos.
Questionado sobre os rumos da sigla, Sóstenes Cavalcante pontuou que o partido não descarta a possibilidade de ficar sem aliados nas negociações iniciais.
“Estar isolado em um 1º momento não significa uma má estratégia”, declarou.
A definição final sobre o posicionamento da bancada foi postergada para o dia 11 de novembro, data em que os 32 novos deputados eleitos também serão ouvidos. O líder garantiu que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, acatará a decisão coletiva estabelecida pelos congressistas.






