O democrata Chris Pappas garantiu sua vaga no Senado dos Estados Unidos pelo estado de New Hampshire após vencer as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, tornando-se o primeiro homem abertamente gay a ocupar a função no país.
A confirmação da vitória veio na noite de terça-feira (3), momento em que o candidato republicano John Sununu admitiu o revés e telefonou para o adversário para reconhecer o resultado.
Trajetória e histórico político Aos 46 anos, Pappas já atuava na política federal como representante do 1º distrito congressional de New Hampshire na Câmara dos Representantes, posição equivalente à Câmara dos Deputados do Brasil, tendo construído anteriormente sua carreira em cargos na esfera estadual do nordeste norte-americano.
Precedentes no legislativo federal Embora represente um marco inédito para homens homossexuais no Senado, a câmara alta já havia contado com políticos LGBTQIA+, sendo todas mulheres até então: Tammy Baldwin (Wisconsin), Laphonza Butler (California) e Kyrsten Sinema (Arizona), sendo que estas duas últimas já encerraram seus mandatos.
Outro nome citado historicamente é o do ex-senador Harris Wofford (Pensilvânia), que atuou no cargo entre 1991 e 1995 casado com uma mulher, vindo a se casar com um homem apenas em 2016, anos após deixar o Legislativo.
Estratégia de campanha e prioridades Durante a corrida eleitoral, o democrata priorizou debates voltados ao custo de vida, à melhoria no acesso aos serviços de saúde e ao combate à corrupção em Washington, optando por não colocar sua orientação sexual no centro dos debates políticos de sua candidatura.
Contexto das eleições de meio de mandato As disputas de terça-feira ocorreram na metade do mandato presidencial e definiram a renovação completa das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, além de 35 das 100 vagas do Senado e o comando de governos em 36 estados americanos.
O pleito funciona como um termômetro crucial para avaliar a força política do governo do presidente Donald Trump, pertencente ao Partido Republicano, e a capacidade de articulação da oposição democrata no Congresso.






