Alemanha e Romênia passaram a integrar a lista de onze nações europeias afetadas na última segunda-feira (02) por invasões virtuais direcionadas aos sistemas de refrigeração de redes varejistas, evidenciando fragilidades graves na infraestrutura de abastecimento da União Europeia.
Impacto no fornecimento de alimentos
Até o momento, nenhuma organização assumiu a autoria das ofensivas, que resultaram na perda massiva de mercadorias e são tratadas por autoridades comunitárias como uma ação intencional para desestabilizar o fluxo de mantimentos na região.
Histórico e expansão dos incidentes
A onda de invasões começou em meados de outubro com um episódio na França, onde centenas de lojas sofreram elevação repentina nas temperaturas de geladeiras e freezers. Já na segunda-feira, ocorrências idênticas atingiram Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Suécia e, conforme confirmado nesta terça-feira, territórios alemães e romenos.
“Esses incidentes mostram, mais uma vez, como os ciberataques podem perturbar os serviços essenciais e afetar a vida cotidiana dos cidadãos”, disse nesta terça-feira Thomas Regnier, porta-voz da UE.
Medidas de segurança e investigações
Diante do cenário, o governo italiano acionou os líderes da inteligência e da Agência Nacional de Cibersegurança. Na Sicília, quatro unidades do grupo Coop contabilizaram prejuízos na casa de milhares de euros, enquanto na Suécia sete dos 800 mercados sofreram falhas devido à conexão com redes 4G legadas, motivando uma migração urgente para o padrão 5G.
Na Bélgica, a promotoria federal iniciou um inquérito oficial para apurar dezenas de ocorrências em estabelecimentos comerciais. Especialistas apontam que a escalada era esperada desde o episódio inicial francês, impulsionada pelo uso veloz de brechas digitais.
“Hoje em dia é muito típico que todo tipo de vulnerabilidade seja explorada de forma cada vez mais ativa e rápida”, assegurou Roni Kokkola, especialista em segurança da informação de uma agência governamental finlandesa.






