A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) tem até esta terça-feira (13) para bater o martelo sobre a presença do candidato no debate presidencial marcado para o próximo domingo (18). O evento, organizado pela TV Bandeirantes em conjunto com a Jovem Pan, colocou o núcleo político do parlamentar em um dilema estratégico que ainda não possui consenso.
Divergências internas na estratégia de campanha
Dentro do comitê de campanha, uma corrente defende a manutenção da postura de “jogando parado”. O objetivo principal desse grupo é evitar uma exposição desnecessária que possa colocar em risco a vantagem que o senador mantém sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cenário que, segundo integrantes da equipe, estaria confirmado por pesquisas internas realizadas desde o primeiro turno.
Por outro lado, existe uma ala que enxerga a possível ausência como um grave erro de cálculo político. O temor é que a decisão seja usada como munição pela campanha adversária, especialmente porque o senador já havia se comprometido publicamente com a participação nos confrontos do segundo turno. O histórico recente também pesa, já que, após desistir do debate da TV Globo no primeiro turno, o parlamentar criticou duramente a postura do petista. Na ocasião, Flávio chamou Lula de “fujão” e questionou a ausência do rival em embates eleitorais anteriores.
Experiência de palco e o histórico de debates
Outro ponto que gera apreensão entre aliados, que preferiram não se identificar, é a disparidade de experiência entre os competidores. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui uma longa trajetória em debates presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro tem um histórico limitado: participou de apenas um confronto eleitoral em sua carreira, durante a disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2016.
Agenda de rua como alternativa
Enquanto o martelo sobre o debate não é batido, a agenda do senador para o domingo já começa a ser estruturada com atos públicos. A expectativa é que Flávio participe de uma carreata na Avenida Paulista, em São Paulo, acompanhado de figuras como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). Além disso, há tratativas para eventos em Belo Horizonte ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), embora essa programação ainda não tenha sido oficializada.
O cenário de incerteza em 2026 é reforçado pela ausência de confirmação de ambos os lados para os debates. Vale lembrar que, na reta final do primeiro turno, o senador chegou a se dirigir aos estúdios da TV Globo, mas decidiu não entrar no palco, justificando sua saída por uma suposta “falta de segurança jurídica”.






