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Edinho Silva admite erros na campanha de Lula e falta de diálogo

Presidente do PT admite 'falhas' na campanha de Lula e diz que faltou diálogo com 'frente democrática'

O presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, reconheceu publicamente a existência de falhas na organização da disputa eleitoral durante o primeiro turno. Em entrevista concedida nesta terça-feira (13), o dirigente afirmou que a estrutura adotada inicialmente precisou ser ajustada para a fase final do processo, visando corrigir problemas operacionais e de comunicação.

Problemas na estrutura da campanha De acordo com o dirigente, a estratégia de descentralizar as ações para dar maior autonomia aos diretórios estaduais não atingiu os resultados esperados. O objetivo inicial era garantir agilidade na resolução de entraves locais, mas a execução acabou gerando gargalos que impactaram a produção de materiais de propaganda.

“Nós tentamos descentralizar a coordenação da campanha, descentralizar as ações, porque achávamos que essa autonomia dos estados poderia fazer com que nós tivéssemos mais agilidade na resolução dos problemas. É evidente que nós tivemos falhas nessa estrutura”, afirmou.

Otimismo para o segundo turno Apesar das dificuldades admitidas, o coordenador destacou que a equipe conseguiu sanar os problemas logísticos e que a mobilização da militância está em patamares elevados. Edinho Silva demonstrou confiança de que o esforço atual será captado pelas próximas sondagens de intenção de voto. “Nós estamos com um ambiente de mobilização muito forte. Não temos nenhuma dúvida de que a nossa onda é uma onda de crescimento, as pesquisas em breve vão registrar isso”, disse Edinho.

Necessidade de ampliar a interlocução política Outro ponto central da autocrítica feita pelo presidente do PT diz respeito à relação com a frente democrática. Ele avaliou que o partido deveria ter intensificado o diálogo com setores que se aliaram a Lula desde o segundo turno de 2022, mas que acabaram distantes da gestão federal.

“Eu acho que a gente tem que reconhecer falhas. Eu acho que nós poderíamos ter dialogado mais com os setores que vieram conosco no segundo turno [de 2022]. Nós temos que retomar esse contato. Nós temos que fazer essa avaliação crítica do nosso lado”, afirmou.

Sobre a eficácia do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social Sustentável, o chamado “Conselhão”, Edinho ponderou que a iniciativa, embora relevante, pode não ter sido suficiente para suprir a falta de canais de conversa mais diretos com a sociedade. “Por mais que o Conselhão tenha trazido esses setores para dentro do governo para dialogar, talvez a gente pudesse ter feito diálogos mais diretos. Nós temos que reconhecer essa falha. Nós temos que retomar essa capacidade de diálogo, porque o que está em jogo no Brasil é muito grande. É o futuro das próximas gerações”, declarou.

Relação com o Legislativo Ao ser questionado sobre os desafios para aprovar pautas prioritárias diante de um Congresso com maioria conservadora, Edinho enfatizou que o governo precisa focar na construção de uma base de apoio sólida por meio da opinião pública. “É evidente que hoje, no Congresso Nacional, nós não temos maioria. O povo brasileiro sabe disso. Nós temos que construir uma maioria na sociedade, formar opinião pública, ter força política para que a gente faça as mudanças”, disse.

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