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Mercado financeiro eleva previsão de inflação para 2026

Mercado financeiro sobe para 5,22% estimativa de inflação em 2026 e passa a prever juros menores

O mercado financeiro revisou suas projeções econômicas, elevando a estimativa de inflação para 2026 enquanto sinaliza uma trajetória de queda mais acentuada para a taxa básica de juros, a Selic. Os dados constam no “Boletim Focus”, divulgado nesta terça-feira (13) pelo Banco Central (BC), que compila expectativas de mais de 100 instituições financeiras.

Ajustes nas projeções de inflação e Selic

Apesar das incertezas geopolíticas, como a continuidade da guerra no Oriente Médio que pressiona os preços do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis, a inflação para 2026 subiu de 5,01% para 5,22%. Para os anos seguintes, as expectativas foram mais contidas: em 2027, a previsão permanece em 4,30%, enquanto para 2028 houve um leve recuo, de 3,80% para 3,79%, e para 2029, a estimativa passou de 3,51% para 3,50%.

No campo monetário, o cenário mudou. A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 foi alterada, conforme aponta o levantamento: “A projeção do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano na última semana — embutindo não somente uma, mas duas reduções até o fim de 2026.”

Desempenho do PIB e contexto econômico

Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o mercado manteve a estimativa de alta em 1,85% para este ano. O dado sugere uma desaceleração econômica em comparação a 2025, quando o país registrou crescimento de 2,3%. Para 2027, a expectativa de expansão da economia permanece estagnada em 1,40%.

Vale ressaltar que o governo tem buscado estratégias para estimular o consumo e reduzir o endividamento das famílias. Contudo, essa política de incentivo entra em conflito com o controle inflacionário. O Banco Central tem enfatizado que um ritmo de crescimento mais contido é fundamental para frear as pressões sobre os preços.

Câmbio e perspectivas futuras

Além das taxas de juros e da inflação, o mercado financeiro também ajustou suas apostas para o câmbio. A estimativa para o dólar ao final de 2025 foi reduzida de R$ 5,20 para R$ 5,15. Para 2027, a projeção dos analistas também apresentou queda, passando de R$ 5,28 para R$ 5,26 por moeda americana.

O cenário atual reflete um equilíbrio delicado entre a tentativa de estimular a economia em um ano eleitoral e a necessidade de manter a inflação dentro dos parâmetros estabelecidos pelo sistema de meta contínua, que busca o centro de 3%, com margem de tolerância entre 1,50% e 4,50%.

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