Home / Política / Cartazes de procurado com Flávio Bolsonaro circulam nos EUA

Cartazes de procurado com Flávio Bolsonaro circulam nos EUA

Cartaz de Flávio “procurado” é espalhado nos EUA por ativistas

Grupos de ativistas de esquerda iniciaram a distribuição de cartazes com a etiqueta de “procurado” contendo a imagem do senador e candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar deixou o Brasil dois dias após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito presidencial de 2026.

A saída do país ocorreu logo depois que a Polícia Federal emitiu uma solicitação para reter o passaporte do congressista. Apesar do material de cunho pejorativo divulgado no exterior, a Justiça não o classifica formalmente como foragido ou procurado pelas autoridades.

Acusações listadas pelos manifestantes

Nos impressos espalhados em solo norte-americano, os manifestantes relacionam o político a diversos delitos graves. Entre as acusações citadas constam tentativa de golpe de Estado, associação criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, desvio de verbas públicas e ataques contra o Estado Democrático de Direito.

Atualmente, o senador é alvo de dois inquéritos distintos em curso no Supremo Tribunal Federal. O primeiro, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro utilizando plataformas de apostas online. O segundo apura a origem dos recursos empregados no financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, focada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Repercussão política internacional

Além das críticas direcionadas ao senador, os organizadores do protesto alegam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), tentou influenciar o processo eleitoral brasileiro e facilitou a saída de Flávio do território nacional.

O governo brasileiro já havia demonstrado apreensão quanto a possíveis interferências estrangeiras na democracia nacional. Antes do segundo turno, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, apontou a participação de representantes da gestão Trump no pleito.

“O mais importante é a defesa do sistema brasileiro, é o povo brasileiro. Os brasileiros é que vão mostrar o que querem fazer nas urnas, que modelo estão procurando o que consideram que é interferência, o que é intromissão e o que não é”, disse em entrevista ao Estadão.

Em contrapartida, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou qualquer participação oficial do governo norte-americano na fuga de Flávio, embora Trump tenha autorizado o ingresso do aliado em solo estadunidense. O presidente dos EUA também declarou, sem apresentar evidências, haver indícios de fraude nas eleições e afirmou que o senador poderá permanecer no país pelo período que desejar.

Investigações e contexto da partida

A viagem internacional ocorreu acompanhada de sua esposa e de suas duas filhas adolescentes, motivada pelo receio de medidas restritivas que poderiam ser adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O pedido de retenção do passaporte foi protocolado pela Polícia Federal apenas sete minutos após a proclamação oficial do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral, às 21h09 de 25 de outubro de 2026. Na ocasião, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com 64.256.232 votos (51,79%), enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos (48,21%). O ministro Alexandre de Moraes prontamente autorizou a medida para impedir a saída do político do país.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *