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Midterms 2026: entenda a apuração e o impacto das eleições nos EUA

Midterms 2026: como é a apuração das eleições nos EUA e quando sai o resultado?

Milhões de eleitores comparecem às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, um pleito crucial que definirá o controle da Câmara e do Senado pelos próximos dois anos.

Entendendo o sistema das midterms Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato. Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis. Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Sendo assim, desta vez, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100.

O processo de apuração de votos Os Estados Unidos não têm um órgão nacional como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por coordenar as eleições em todo o país e totalizar os votos. Com isso, cada estado tem suas próprias regras. Em geral, a apuração começa assim que os locais de votação fecham. O horário varia de estado para estado. Na Flórida, por exemplo, a votação termina às 19h. Em Nova York, os eleitores têm até as 21h. No Tennessee, o horário varia de acordo com o condado.

Em boa parte dos estados, a votação é feita em cédulas de papel. A contagem é feita por trabalhadores eleitorais, muitas vezes funcionários públicos. Tudo é fiscalizado pelos membros dos partidos políticos. Em caso de diferenças de votos muito pequenas entre dois candidatos, os partidos ou a própria Justiça solicita que uma recontagem seja feita para certificar o vencedor. Os primeiros resultados devem ser divulgados ainda na noite de terça-feira. No entanto, pode levar dias até que seja possível saber qual partido terá o controle da Câmara e do Senado.

O peso político para o governo atual Nas eleições de 2024, o Partido Republicano, o mesmo de Trump, conquistou a maioria das cadeiras da Câmara e do Senado. Com isso, a legenda passou a controlar a pauta e as votações nas duas Casas. Isso permitiu que Trump aprovasse pautas importantes para o governo dele. Ainda assim, ele enfrentou dificuldades, já que a maioria republicana é pequena e alguns parlamentares do partido contrariaram o presidente em votações. Agora, Trump quer manter a maioria para continuar tendo apoio no Congresso. Uma derrota na Câmara, no Senado ou em ambas as Casas poderia dificultar a aprovação de projetos do presidente e abrir espaço para os parlamentares barrarem ações do governo e abrir investigações.

Projeções e o papel da imprensa Como não há um órgão que centraliza a apuração de todo o país, esse trabalho costuma ser feito pela imprensa. Há quase 200 anos, a Associated Press é a principal fonte para agregar os dados das votações. A agência espalha centenas de repórteres em locais de contagem de votos e vai coletando resultados oficiais. Com base em dados estatísticos, a AP também costuma projetar quem venceu as eleições mesmo antes do fim da contagem dos votos.

As pesquisas recentes apontam cenários competitivos para ambas as Casas legislativas, com forte expectativa sobre a possibilidade de mudanças na correlação de forças em Washington a partir de 2027.

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