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Bastidores revelam os detalhes da fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA

3 entradas na Argentina em 40 minutos, ajuda de ex-agente secreto: os bastidores da fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

Uma investigação jornalística detalhou os bastidores da complexa operação logística que viabilizou a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de passaportes à Polícia Federal.

A rota da fuga e o transporte terrestre Documentos de imigração da Argentina apontam que a estratégia foi dividida em frentes distintas, envolvendo aviões particulares e veículos terrestres que cruzaram a fronteira em Foz do Iguaçu em direção ao aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, ponto de partida para o exterior.

Enquanto a esposa e as filhas do parlamentar partiram de Brasília rumo ao Paraná em uma aeronave, o senador teria utilizado um jato Cessna Citation Excel para chegar à região de Buenos Aires antes de seguir rumo ao norte argentino.

Registros migratórios e escolta na fronteira O sistema de controle migratório argentino registrou três entradas de Flávio Bolsonaro em um intervalo de apenas 40 minutos utilizando a mesma van: às 22h37 com passaporte italiano, às 22h40 com carteira de motorista e às 23h11 com documento brasileiro — sendo os dois últimos posteriormente cancelados.

Na mesma comitiva, cruzou a fronteira o ex-oficial do serviço de inteligência israelense (Mossad), Menachem Booky Halevy, acompanhado por um advogado e pelo motorista Neri Luiz Dala Corte. Questionado sobre o serviço, o motorista declarou: “Eu levei duas pessoas que eu nem sei quem é. Simplesmente deixei os caras no aeroporto. Eles desceram, fiz a volta, e quando tava saindo tinha uns repórteres assim na frente.”

Investigação internacional e custos do voo A movimentação gerou fortes questionamentos na política argentina, motivando a Justiça local a preservar imagens de segurança e cobranças formais de parlamentares sobre a autorização de escoltas policiais e veículos diplomáticos.

A etapa final rumo a Miami foi realizada em um jato executivo Gulfstream G400 operado pela empresa Baires Fly. O empresário Luis Grande revelou que o voo custou 150 mil dólares, quitados por meio de um intermediário baseado nos EUA, enquanto a imprensa internacional apontou articulações ligadas ao entorno do ex-presidente norte-americano Donald Trump.

Desdobramentos judiciais no Brasil Após o desembarque em solo americano, o senador divulgou manifestações contestando o pleito eleitoral brasileiro, ao passo que sua defesa negou veementemente a ocorrência de uma fuga. O advogado Frederick Wassef declarou que nenhuma informação sobre o deslocamento é oficial.

Flávio Bolsonaro encerra seu mandato legislativo em janeiro, perdendo o foro privilegiado após 24 anos. Atualmente, ele é alvo de investigações no STF relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro em inquéritos que envolvem transações com empresas de apostas e repasses para produções cinematográficas.

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