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Erika Hilton avalia migração para o PT e aponta falhas no Psol

Erika Hilton afirma que pode deixar o Psol e ir para o PT

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) revelou a possibilidade de ingressar no PT, sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2027. A parlamentar apontou divergências internas e avaliou que sua legenda cometeu equívocos estratégicos durante o último ciclo eleitoral, incluindo a recusa de uma federação com os petistas e falhas na distribuição de verbas para a campanha.

Possibilidade de mudança partidária

Em entrevista concedida à Folha de S. Paulo, a congressista comentou sobre o seu futuro político e admitiu a chance de transição de legenda, caso o diálogo interno não evolua positivamente.

“Não comecei essa conversa ainda, já fui procurada por alguns partidos, mas acho que sim, acho que mudaria de partido se houver a necessidade, se não conseguir ter uma conversa tranquila, boa com o Psol para entendermos os próximos passos. Eu acho que é uma possibilidade”, declarou.

Apesar de já ter dialogado com outras siglas, a deputada destacou nominalmente apenas o partido do presidente da República como destino potencial para 2027.

“Eu acho que pode acontecer em 2027, mas eu não sei se acontecerá por conta de que ainda não fiz nenhuma conversa com o Psol nem avancei as minhas conversas com o próprio PT, mas acho que isso pode acontecer sim”, acrescentou.

Críticas à gestão de recursos financeiros

Outro ponto abordado pela parlamentar diz respeito ao direcionamento das verbas eleitorais. Segundo sua avaliação, a estratégia de destinar montantes elevados a candidaturas com baixa competitividade gerou impactos negativos, fazendo com que a sigla deixasse de atingir a cláusula de desempenho prevista para as regras de 2030.

Apesar das divergências expostas, a figura pública ponderou que os atritos não configuram uma ruptura definitiva na legenda, expressando expectativa de correção de rumos.

“Os erros que eu elenco são a não federação com o PT naquele momento, a redistribuição do fundo partidário, a não valorização de algumas candidaturas que tinham potenciais gigantes de votações expressivas no Estado de São Paulo e em outros Estados do país”, disse.

“O baixo financiamento dessas candidaturas, de quadros importantes do nosso partido que poderiam nos ajudar e nos fortalecer enquanto campo político, enquanto partido político: esses são para mim os erros que elenco como sendo os mais sensíveis, no meu ponto de vista”, acrescentou.

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