O governo chinês estabeleceu novas diretrizes para o setor tecnológico no segundo semestre de 2025, voltando sua atenção para os aplicativos de relacionamento virtual. As diretrizes impõem restrições severas a sistemas capazes de manter interações emocionais prolongadas com pessoas.
O controle sobre os chatbots
A legislação foi criada para abranger ferramentas criadas especificamente para funcionar como amigos ou parceiros românticos digitais. Com isso, assistentes virtuais precisam alertar os usuários sobre a ausência de sentimentos reais e enviar lembretes periódicos sobre o tempo de uso na internet.
As regras estabelecem que os sistemas não podem gerar dependência ou induzir a decisões precipitadas. Em resposta às normativas, grandes empresas de tecnologia do país encerraram recursos de companhia em seus assistentes.
Impacto na saúde mental e nos usuários
Especialistas apontam que a busca por suporte emocional em algoritmos pode agravar o isolamento social. Pesquisas indicam que a preferência por interações virtuais cresce entre os jovens, muitas vezes substituindo o convívio com outras pessoas.
Para muitos cidadãos, no entanto, o fim repentino desses serviços gerou revolta e luto nas redes sociais. Usuários que utilizavam os sistemas como confidentes buscam alternativas para recuperar seus companheiros digitais.
Debate global sobre regulamentação
Enquanto outros países, como os Estados Unidos e nações europeias, discutem medidas focadas na segurança de crianças e adolescentes, a iniciativa chinesa levanta debates sobre privacidade e o papel do Estado. Analistas também apontam possíveis motivações demográficas por trás do rigor imposto por Pequim.






