Amigos, familiares e moradores realizam um protesto em Santos, no litoral paulista, para prestar homenagens a Marcelo de Oliveira Rocha e cobrar respostas das autoridades policiais sobre o latrocínio que vitimou o jovem.
O crime durante ato político
O engenheiro participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) na madrugada do dia 24 de outubro, quando se distanciou da multidão para ir ao banheiro. No trajeto, ele foi abordado por pelo menos sete suspeitos que o roubaram e agrediram brutalmente, chegando a transmitir toda a violência em uma live pelas redes sociais. O engenheiro foi socorrido, mas teve a morte cerebral confirmada dias mais tarde.
Trajetória acadêmica e lembranças da família
Natural da capital paulista, Marcelo mudou-se para a Baixada Santista para estudar na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde cursou o Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia do Mar e, posteriormente, Engenharia Ambiental. Após iniciar sua carreira na capital, ele havia retornado recentemente à universidade santista para cursar o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira.
O pai da vítima, Marcelo Rodrigues da Rocha, destacou a personalidade alegre do filho ao relembrar sua trajetória. “Era uma pessoa pura de coração, não tinha maldade nenhuma”, afirmou o pai. Ele contou que o filho sempre se mantinha brincalhão e extrovertido, independentemente da circunstância. “Poderia estar triste, sofrendo, mas para o mundo era sempre uma pessoa”, finalizou.
Investigação e suspeitos identificados
As investigações conduzidas pela Polícia Civil já resultaram na identificação de oito pessoas suspeitas de participação no crime, sendo seis adolescentes e dois maiores de idade. Um dos adultos, apontado como dono da conta no TikTok utilizada para a transmissão ao vivo, teve a prisão temporária decretada pela Justiça.
Entre os menores apreendidos, um jovem de 17 anos que pratica boxe é apontado como o autor do soco que derrubou a vítima. Ele foi localizado no município de Itariri após fugir para a residência de sua avó. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) trata o caso oficialmente como latrocínio, visto que o celular e pertences da vítima foram subtraídos pelos agressores durante a abordagem.






