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Crimes em Manaus: relembre assassinatos misteriosos e casos de serial killers

De crimes misteriosos a suspeitos de serial killers: relembre assassinatos que marcaram Manaus

A história policial de Manaus guarda registros de crimes misteriosos, execuções brutais e investigações que apontaram a possível atuação de assassinos em série ao longo das décadas.

O enigma de José Osterne de Figueiredo Entre as décadas de 1950 e 1960, três homicídios na capital amazonense convergiram para a figura do comerciante José Osterne de Figueiredo. O primeiro caso aconteceu em 1953, quando o funcionário Anacleto Gama foi encontrado morto na alfaiataria do suspeito, que possuía dois pares de sapatos com vestígios de sangue próximos ao corpo.

Após fechar o estabelecimento e adquirir uma mercearia, o comerciante encontrou o antigo proprietário, Antônio Germano Dias, morto nas mesmas circunstâncias um dia após assumir o local. Anos mais tarde, em 1968, o engraxate Walderglace Grangeiro, de 13 anos, foi estrangulado, e o veículo utilizado no crime pertencia a José. Embora o padrão dos crimes tenha levantado suspeitas de sadismo e agressões sexuais características de um serial killer, ele foi absolvido de uma das mortes e os demais inquéritos prescreveram por falta de provas, permitindo que ele morresse em 1977 sem condenações.

Irmãos condenados por mortes de homossexuais No final de 2013 e início de 2014, a capital registrou uma sequência de homicídios direcionados a homens homossexuais, resultando na prisão dos irmãos Jucenildo Soares Damascena e Ricardo Damascena Cunha. As apurações começaram após o assassinato do estudante de jornalismo Steve Host da Costa Barros.

Durante a apresentação dos suspeitos à polícia, Ricardo falou sobre o crime e declarou que não se arrependia. “Matei ele porque me prometeu dinheiro e não me dano. Não me arrependo. Morreu, morreu. É menos um gay”, disse à época. Além de Steve, os irmãos foram associados aos assassinatos de Henrique Júnior Rabelo Maio, Carlos Macambira da Silva e Jucinei José de Araújo Barbosa, embora tenham sido investigados por possível envolvimento em até dez mortes.

A ameaça do grupo Mão Branca Em 1980, o noticiário nacional foi impactado por dezenas de mortes em Campina Grande atribuídas a uma suposta organização de justiceiros autodenominada “Mão Branca”. O grupo alegava agir em defesa de inocentes e eliminar criminosos acobertados pela polícia.

Em março daquele ano, a imprensa local divulgou que a organização planejava transferir suas atividades para Manaus, munida de uma lista com 77 nomes marcados para execução. A tensão aumentou em abril, quando uma mala contendo armas e o símbolo do grupo foi localizada em um carro estacionado na cidade, embora a real existência da organização jamais tenha sido comprovada oficialmente.

Prisão recente de assassino em série Mais recentemente, em janeiro de 2023, a Polícia Civil efetuou a prisão de Natan de Melo Furtado, conhecido como “Giban”, apontado como autor de três assassinatos no estado entre 2016 e 2022. Duas vítimas foram mortas e carbonizadas no município de Boca do Acre, enquanto a terceira, Leonor Maria Nascimento da Silva, foi executada com 73 perfuração de arma branca na Zona Sul de Manaus. A gravidade e a recorrência dos atos levaram as autoridades de segurança a classificá-lo formalmente como um assassino em série.

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