A defesa do jornalista Oswaldo Eustáquio Filho formalizou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para realizar uma acareação entre seu cliente e o tenente-coronel Mauro Cid. O documento foi protocolado pelo advogado Ricardo Freire Vasconcellos, que aponta divergências sobre os episódios que antecederam os atos de final de 2022 na capital federal.
Nova versão sobre o Palácio da Alvorada De acordo com os argumentos apresentados pela defesa, a iniciativa para convocar influenciadores ao Palácio da Alvorada, em 12 de dezembro de 2022, partiu diretamente do ex-ajudante de ordens, e não do então presidente Jair Bolsonaro. A petição relata que Cid ligou para um influenciador que estava na companhia de Eustáquio, comunicando a prisão do cacique José Acácio Serere Xavante e a tensão em Brasília, sugerindo o deslocamento para proteção.
Os advogados sustentam que o jornalista permaneceu no complexo palaciano sem encontrar Bolsonaro e refutam a alegação de que o militar teria fornecido transporte para sua hospedagem, uma vez que ele residia na cidade com familiares. Além disso, a defesa questiona a validade da colaboração premiada de Mauro Cid, lembrando a legislação que veda o uso exclusivo de palavras de colaboradores para embasar decisões judiciais sem o devido respaldo de provas materiais.
Provas e pedidos de anulação Para fundamentar o pleito, a defesa requereu ao STF a análise completa dos trechos do depoimento de Cid, além de registros telefônicos, dados de controle de acesso ao Alvorada, imagens de segurança e o testemunho do influenciador contatado e do assessor que acompanhou o jornalista. Foi solicitada ainda a participação de Eustáquio por videoconferência em eventuais audiências.
Em paralelo, o processo judicial responde a denúncias formalizadas pela Procuradoria-Geral da República e aceitas pela 1ª Turma do STF por associação criminosa. Os representantes legais negam a estabilidade do grupo criminoso, apontam que o investigado não estava na cidade em 8 de janeiro de 2023 e pedem a anulação de atos processuais recentes devido a uma lacuna na representação técnica após a renúncia do antigo defensor.






