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Michelle Bolsonaro assume papel de porta-voz do marido após derrota

Michelle vira porta-voz de Bolsonaro e diz que momento é de “união”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas plataformas digitais nesta sexta-feira (30.oct.2026) para se posicionar como porta-voz de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em meio às discussões sobre o revés eleitoral da família.

Contexto pós-eleitoral e a disputa presidencial Com o revés de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial em segundo turno, apoiadores e figuras políticas iniciaram debates acalorados para identificar os responsáveis pelo desfecho nas urnas, enquanto a cúpula do PL já havia reconhecido o triunfo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Mensagem de pacificação nas redes sociais Em sua publicação, a recém-eleita senadora pontuou que o cenário atual exige conciliação em vez de apontar dedos, destacando o sentimento do ex-mandatário diante dos ataques virtuais que miram aliados próximos.

“Ele [Jair Bolsonaro] sempre diz que é muito grato pelo empenho e sacrifício que –dentro das possibilidades– cada um fez em prol da campanha do Flávio. […] Por outro lado, ele se entristece quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão, apontam injustamente supostos ‘culpados’ e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiro sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados: muito respeito, carinho e gratidão”, escreveu Michelle.

Repercussões e o discurso do clã Enquanto a manifestação buscava apaziguar os ânimos internos, o senador Flávio Bolsonaro adotou uma postura divergente ao publicar uma carta alegando fraude no pleito e classificando-se inicialmente como o legítimo governante do país, antes de alterar a autodefinição para líder nacional.

Vitória expressiva nas urnas Diferente do ente querido derrotado, a ex-primeira-dama sai fortalecida do processo eleitoral de 2026, tendo assegurado uma cadeira no Senado Federal pelo Distrito Federal ainda na primeira etapa da votação, alcançando a marca inédita de 938.496 votos (29%) e garantindo vigência parlamentar até 2034.

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