O canal do Porto de Santos, localizado no litoral do estado de São Paulo, completou mais de 20 horas com a navegação parcialmente suspensa nesta sexta-feira (30). A interrupção ocorreu depois que um guindaste atingiu e rompeu quatro cabos de energia elétrica que cruzam a via navegável.
Impacto nas operações portuárias
De acordo com informações obtidas, a restrição operacional atingiu em cheio a rotina de sete embarcações no maior complexo portuário do país. Desse total, quatro navios tiveram suas escalas reprogramadas após não conseguirem entrar no complexo na quinta-feira (29), enquanto outros três continuam atracados no cais aguardando o sinal verde para zarpar.
O incidente teve início na quinta-feira, quando o equipamento, instalado em uma barcaça contratada para prestar serviços a terminais locais, chocou-se contra a fiação. Como consequência direta, a Capitania dos Portos ordenou o bloqueio parcial do canal de navegação por volta das 16h25 do mesmo dia.
Retirada da fiação pesada
Os cabos rompidos pesam mais de três toneladas e pertencem à linha de transmissão responsável por trazer eletricidade da Usina Hidrelétrica de Itatinga. Equipes especializadas foram mobilizadas para efetuar a remoção da estrutura metálica caída na água, com expectativa de liberação total do trecho ainda durante a tarde desta sexta-feira (30).
O gerente de Saneamento, Energia e Conservação da Autoridade Portuária de Santos (APS), Rafael Apolinário, comentou sobre os trabalhos no local: “Estamos tomando as providências para garantir a segurança da navegação e, o quanto antes possível, fazer a liberação do canal”.
Trechos afetados e travessias
As restrições de tráfego marítimo concentram-se na altura do cais da Marinha seguindo em direção às regiões centrais, além da Alemoa e da Ilha Barnabé. Por outro lado, o trecho compreendido entre o cais da Marinha e a Ponta da Praia segue funcionando sem alterações, preservando a normalidade nas travessias de balsa e passageiros entre Santos e o município de Guarujá.
Fornecimento de energia
Apesar do rompimento da linha de transmissão de Itatinga, o edifício sede da Autoridade Portuária não sofreu blecaute. O funcionamento foi mantido graças a um sistema integrado de emergência operado em conjunto com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Conforme explicou a APS, “ou seja, há sempre duas fontes de energia disponíveis”. Os terminais portuários utilizam suprimento particular e só recorrem à hidrelétrica em situações de pane na rede principal.






