A prática de ligar opositores políticos à ideologia nazista, utilizada recentemente contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), não representa uma novidade na atuação do Partido dos Trabalhadores, conforme aponta o analista político Alexandre Borges.
Histórico de ataques a tucanos
Por meio de publicações em sua conta na rede social X, o influenciador apresentou uma série de matérias jornalísticas para ilustrar que a equipe de comunicação da legenda repete a mesma tática de confronto há vários anos. “Alguém identifica um padrão aqui?”, questiona o influenciador.
Entre os registros recuperados pelo especialista estão recortes que mostram o partido comparando Geraldo Alckmin, atual vice-presidente e então candidato à reeleição, à figura de Adolf Hitler. O levantamento também traz à tona uma publicação da Folha de S.Paulo com a manchete “Site de Haddad tira do ar vídeo que ligava Serra a Hitler”, veiculada em agosto de 2012 durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Campanha presidencial e embates eleitorais
A estratégia também foi direcionada contra Aécio Neves durante a corrida presidencial, com o intuito de enfraquecer o concorrente e beneficiar a candidatura de Dilma Rousseff, que acabou saindo vitoriosa no pleito de 2014.
O cenário atual de embates políticos evidencia o debate sobre a circulação de informações falsas, fazendo com que o público resgate episódios de campanhas anteriores que atingiram inclusive figuras que hoje integram a base de aliados do governo.
Um exemplo citado envolve Marina Silva (Rede) que, durante a disputa de 2014, enfrentou acusações da base petista de que pretendia retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, além de supostamente planejar o encerramento de programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.
O conjunto de episódios demonstra como métodos de desqualificação de oponentes têm sido empregados de forma recorrente em diferentes pleitos eleitorais no país.






