Home / Polícia / Voo de fuga de Flávio Bolsonaro foi pago dos EUA, afirma empresário

Voo de fuga de Flávio Bolsonaro foi pago dos EUA, afirma empresário

Voo de fuga de Flávio Bolsonaro foi pago por intermediário a partir dos EUA, diz dono do avião

O translado aéreo que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL) para fora do Brasil teve os custos quitados por um intermediário do setor aeronáutico utilizando uma conta bancária nos Estados Unidos, conforme revelou o proprietário da companhia aérea à agência AFP.

A viagem para a Flórida O político embarcou em um jato particular acompanhado de seus familiares na madrugada, partindo da Argentina com destino ao território norte-americano. A decolagem ocorreu logo após as autoridades policiais brasileiras cancelarem os passaportes do parlamentar no âmbito de investigações sobre suposta lavagem de dinheiro.

O parlamentar não aceitou o resultado do pleito presidencial que consagrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e declarou que pretende comandar a ala oposicionista diretamente dos Estados Unidos.

Detalhes do pagamento internacional “Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos”, disse à AFP o empresário argentino Luis Grande, proprietário da companhia Baires Fly, responsável pelo transporte de Flávio, em uma conversa telefônica de um apartamento que possui na Flórida.

De acordo com o proprietário da Baires Fly, o agente intermediário — cuja identidade foi mantida em sigilo — realizou uma remessa no valor de 150 mil dólares (cerca de 800 mil reais) partindo de uma corporação financeira norte-americana rumo a uma instituição na Argentina.

Conexões políticas e imprensa Enquanto publicações como The New York Times e The Wall Street Journal apontaram Jason Miller, conselheiro de Donald Trump, como o contratante da aeronave, a Casa Branca optou por não se manifestar sobre o caso. Grande ressaltou que desconhece o mandante final da operação e que o próprio intermediário alegou não ter contato prévio com essa pessoa.

A partida pela fronteira A decolagem aconteceu no aeroporto argentino de Puerto Iguazú, situado na divisa com o território brasileiro, após o grupo ingressar no país vizinho por via terrestre. Autoridades argentinas confirmaram que a saída ocorreu com a documentação regularizada e sem restrições da Interpol.

Repercussão internacional e postura do governo Questionado sobre o resultado das urnas no Brasil, Donald Trump declarou: “Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha”.

Em Brasília, a diretriz adotada é de cautela. Um interlocutor do atual governo afirmou que a administração federal prefere agir com sobriedade e pragmatismo, evitando desgastes diplomáticos maiores com Washington neste momento político.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *