Uma cidadã brasileira está entre as vítimas do violento acidente entre dois trens de alta velocidade ocorrido na Espanha na última quarta-feira (28). O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Itamaraty, confirmou a informação e destacou que o Consulado-Geral do Brasil em Madri já presta a devida assistência à compatriota, cuja identidade e dados pessoais foram mantidos em sigilo.
Balanço oficial da tragédia na Espanha
De acordo com os registros mais recentes fornecidos pelas autoridades locais, o número total de mortos na colisão chegou a 69, enquanto a quantidade de feridos atingiu 110 pessoas. O impacto envolveu um trem da operadora estatal Renfe e uma composição da empresa privada Iryo, que fazia a ligação entre Madri e Sevilha, transportando centenas de passageiros no momento do choque.
O acidente aconteceu por volta das 8h53 (horário local), quando a composição da Renfe atingiu a parte traseira do trem da Iryo, que estava imobilizado na via. Equipes de salvamento, incluindo bombeiros, helicópteros e unidades de terapia intensiva, foram mobilizadas para socorrer os sobreviventes e encaminhá-los a hospitais da região.
Investigação aponta falha de controle
As investigações preliminares indicam que uma falha no sistema informático interrompeu a circulação ferroviária em um trecho de 63 quilômetros pouco antes da batida. O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, classificou como inexplicável a decisão da central de controle de liberar a circulação do trem da Renfe sem restrições de velocidade e ignorando um sinal de parada ativo.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou a região do acidente — situada a aproximadamente 150 quilômetros ao sul de Madri — e cobrou rigor na apuração dos fatos. O chefe de governo declarou que o Estado está empenhado em “conhecer e esclarecer quais foram as causas que deram origem a este terrível acidente ferroviário” e prometeu ações firmes para “reforçar a segurança para que isto não volte a acontecer”.
Suporte às famílias e autoridades no local
Enquanto os reis da Espanha, Felipe VI e Letizia, programaram visitas a hospitais que abrigam os feridos, uma escola em Urda, município vizinho à tragédia, foi convertida em centro de apoio aos parentes das vítimas. No local, equipes da Cruz Vermelha prestam auxílio psicológico e humanitário.
A psicóloga Carmen García descreveu o cenário de angústia no centro de atendimento, relatando que há “pessoas em estado de choque, que não têm consciência do que aconteceu, pessoas irritadas, pessoas tristes, preocupadas, o luto vai ser complicado”. O pároco local, José Miguel Fernández, também esteve presente para confortar os familiares, apontando que muitos aguardam angustiados por notícias definitivas sobre o paradeiro de seus entes queridos.






