A deputada federal e senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) revelou que a prioridade imediata da oposição é estruturar sua atuação parlamentar e definir as estratégias para as eleições das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, deixando para um segundo momento discussões aprofundadas sobre alterações na reforma tributária.
Estratégia legislativa em foco
A parlamentar explicou que as propostas para mitigar os impactos do novo sistema tributário voltarão ao centro do debate político somente após a definição do comando das duas Casas legislativas. A reorganização do grupo ocorre na esteira da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência da República, resultado que frustrou os planos de transição que vinham sendo desenhados pela legenda.
“A gente está, primeiro, querendo se organizar como oposição, vendo a questão da presidência do Senado, da Presidência da Câmara, para poder, então, tratar desses outros assuntos”, declarou, ao ser indagada sobre como o Congresso poderá executar propostas que integravam os planos de um eventual governo Flávio.
Preocupação com a economia
Apesar de colocar a organização interna como primeiro passo, Kicis garantiu que o grupo segue atento às normas fiscais aprovadas, classificando a pauta como urgente.
“A gente está vendo com muita preocupação”, afirmou. “Nós já tínhamos muitos projetos para minimizar os danos dessa reforma.”
Durante pronunciamento na sede da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), a senadora eleita pelo Distrito Federal pontuou que o bloco nutria forte expectativa de implementar as modificações econômicas a partir de dentro do Palácio do Planalto.
“A gente tinha uma expectativa muito grande de vencer as eleições, de ter o Flávio como presidente”, afirmou. “E tínhamos muitos planos, muitos planos.”
Diálogo com o setor produtivo
Diante da vitória e reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a representante da oposição ressaltou a importância de manter o ritmo de trabalho legislativo, reforçando os laços com o empresariado e a sociedade civil para a elaboração de novas pautas.
“A gente vai estar sempre aberto a receber projetos, ideias, demandas da sociedade, do setor produtivo, advogados, estudiosos, todos aqueles que queiram conversar conosco, trazer ideias, trazer subsídios também”, declarou.
Para embasar o trabalho legislativo, Kicis destacou que a frente parlamentar conta com assessoria técnica especializada, servindo de base para o debate prévio de medidas que serão protocoladas no Legislativo.
“É muito importante a gente contar com dados, informações corretas, para que possa sempre votar da melhor maneira possível”, disse. “Aqui, nesta frente, é um espaço também para o debate. Um debate prévio ao que a gente espera poder fazer no Parlamento.”






