Cerca de 70 profissionais de saúde que prestam serviços no Hospital Estadual 2 de Julho, localizado na Bahia, enfrentam atrasos salariais acumulados desde o mês de julho. A unidade hospitalar é gerenciada pela Fundação ABM, conhecida como Fabamed, instituição que até o momento não forneceu um cronograma para a quitação dos valores devidos.
Prazo vencido e repasses confirmados
Conforme as regras contratuais, a quitação dos montantes referentes a julho deveria ter ocorrido em meados de setembro, respeitando o limite de até 40 dias após o encerramento do mês trabalhado. Dados obtidos no Portal da Transparência mostram que a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, a Sesab, efetuou regularmente os repasses financeiros destinados à Fabamed para cobrir o período. Contudo, os médicos relatam que o dinheiro não chegou aos beneficiários.
Impacto em diversas especialidades médicas
O problema financeiro atinge equipes de variadas áreas de atuação, abrangendo clínicos gerais, pediatras, cardiologistas, endocrinologistas e neuropediatras. A crise também alcança os plantonistas das unidades de terapia intensiva, tanto do atendimento adulto quanto do pediátrico, cujas jornadas são estruturadas em turnos fixos de 12 horas.
Os rendimentos dos plantões divergem conforme a área de atuação médica. Os clínicos recebem em torno de R$ 1,2 mil por plantão, enquanto os pediatras ganham aproximadamente R$ 1,6 mil. Já para os especialistas que operam dentro das UTIs, os valores alcançam a faixa de R$ 2 mil.
Histórico de atrasos e risco de desfalque na escala
Apesar de episódios passados de morosidade nos repasses já terem sido registrados anteriormente, o atraso atual sob a gestão da Fabamed é apontado pelos trabalhadores como o mais duradouro até o momento. Diante da persistência da falta de pagamento, alguns profissionais já manifestaram o desejo de abandonar as escalas de atendimento da unidade hospitalar.






