O Ministério Público de São Paulo (MPSP) firmou dois acordos com a prefeitura da capital para usar o sistema de monitoramento por câmeras Smart Sampa em investigações criminais e ações de combate à violência contra a violência contra a mulher.
Investigação e combate ao crime organizado Um dos convênios permitirá que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) utilize as imagens e os recursos do sistema para auxiliar investigações e ações de prevenção e repressão ao crime. O acordo terá duração de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.
O promotor de Justiça Luiz Fernando Bugiga Rebellato afirmou nesta terça-feira, 27, que a tecnologia pode ajudar a identificar criminosos, monitorar deslocamentos e aprimorar o trabalho dos investigadores.
Proteção às mulheres O segundo acordo envolve o Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim). O órgão usará o Smart Sampa para localizar homens a fim de notificá-los sobre medidas protetivas que os proíbem de se aproximar de companheiras ou ex-companheiras.
O MPSP informa que cerca de 40% dos homens sujeitos a esse tipo de medida não são encontrados para receber a notificação. O convênio terá duração de 60 meses, também com possibilidade de prorrogação.
Expansão tecnológica O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a parceria ajudará no combate à criminalidade e à violência contra a mulher. Segundo ele, a dificuldade de localizar agressores compromete a comunicação das medidas protetivas.
De acordo com a prefeitura, o Smart Sampa conta com 58 mil câmeras em funcionamento. A administração municipal pretende instalar outros 20 mil equipamentos.
Durante a assinatura dos acordos, Nunes também afirmou que a prefeitura pretende ampliar os recursos tecnológicos da plataforma.






