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Ricardo Nunes rebate carta de Flávio Bolsonaro e defende o TSE

Ricardo Nunes diz que TSE já definiu o novo presidente após carta em que Flávio se autointula 'líder do Brasil'

O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), afirmou publicamente que a Justiça Eleitoral já determinou quem comanda o país, após a repercussão de uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL). Na manifestação, o senador derrotado nas urnas se autointitulou “líder do Brasil” direto dos Estados Unidos.

Repercussão entre aliados políticos

Nunes destacou a necessidade de aceitação democrática do pleito que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista foi reeleito com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos.

“O TSE ja definiu o novo presidente e precisamos ter serenidade diante do resultado. A quem ganhou, cabe governar o país para melhorar a economia e a qualidade de vida da população. Assim como cabe à oposição, que teve quase 60 milhões de votos, o papel de fiscalizar”, declarou o prefeito de São Paulo.

Posição do governo estadual

O governador reeleito do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se posicionou sobre o episódio, ponderando que o momento exige aceitação do pleito e foco no futuro institucional da nação.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou Tarcísio.

“O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia”, completou o governador.

Teor da carta e acusações sem provas

Enquanto está nos Estados Unidos com a família, alegando segurança, Flávio publicou um documento contestando a legitimidade do pleito e atacando o Supremo Tribunal Federal (STF). Na primeira versão do texto nas redes sociais, ele se intitulava “presidente eleito”, trecho posteriormente alterado para “líder do Brasil”.

O senador ainda alegou uma suposta “impossibilidade matemática” e criticou decisões do ministro Cristiano Zanin. O magistrado havia prorrogado a votação em duas horas devido a falhas no transporte público e intempéries. Vale destacar que, entre 17h e 19h do último domingo, menos de 35 mil votos foram computados, enquanto a vantagem de Lula foi de 4,4 milhões de votos.

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