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Ministério público quer envio de caso de deputado do PL para 1ª instância

MP pede que caso de tiro atribuído a deputado do PL em bar de SP vá para a 1ª instância

O Ministério Público de São Paulo solicitou ao Tribunal de Justiça que o processo envolvendo o deputado estadual Marcelo Aguiar seja remetido para a primeira instância da Justiça comum. O parlamentar é alvo de investigações após um disparo de arma de fogo ocorrido em 19 de outubro dentro de um bar localizado no bairro Itaim Bibi, na Zona Sul da capital paulista.

Entendimento do ministério público sobre a prerrogativa

De acordo com o órgão ministerial, o episódio aconteceu em um estabelecimento comercial privado e não guarda nenhuma relação com as funções exercidas por Aguiar na Assembleia Legislativa de São Paulo. Por essa razão, a promotoria avalia que o processo precisa tramitar em uma Vara Criminal da capital, afastando assim a prerrogativa de foro que inicialmente levou o caso ao Tribunal de Justiça.

Na mesma noite do incidente, o parlamentar chegou a ser detido pela Polícia Militar, mas acabou sendo liberado após prestar depoimento na delegacia. Como a ocorrência envolveu um deputado estadual, os trâmites iniciais seguiram direto para a segunda instância.

Detalhes do disparo e envolvimento de apresentador

Testemunhas que estavam no local relataram aos investigadores que o deputado exibia sinais de embriaguez e importunava mulheres no estabelecimento comercial antes do estampido. O tiro acabou atingindo de raspão o pé do apresentador Fred Bruno, do Globo Esporte, que relatou nas redes sociais ter sentido o impacto durante a confusão generalizada.

Após a petição apresentada pela defesa do apresentador, a Polícia Civil incluiu o crime de lesão corporal no boletim de ocorrência, transformando formalmente o comunicador em vítima no processo. Uma guia de exame no Instituto Médico Legal também foi expedida para constatar os ferimentos.

Licença médica e versão da defesa

No mesmo dia em que foi detido na casa noturna, o deputado requereu afastamento médico remunerado por duas semanas na Assembleia Legislativa. O pedido foi formalizado no Diário Oficial, cobrindo o período de 19 de outubro a 1º de novembro de 2026, embora o registro não mencione o diagnóstico clínico.

“A assessoria do deputado Marcelo Aguiar informa que, sobre o episódio ocorrido na noite do último domingo, o parlamentar estava sob efeito de medicamentos fortes, que provocaram uma reação adversa, e acabou se envolvendo em uma discussão”, declarou a equipe de comunicação em nota oficial.

Apurações paralelas e contexto político

Além do disparo e das denúncias de importunação sexual apuradas pela polícia, as autoridades investigam o uso irregular de uma placa oficial da Alesp em um veículo associado ao parlamentar. O caso também chegou à Comissão de Ética da Casa por iniciativa de parlamentares do PSOL.

Nas eleições de 2026, Marcelo Aguiar obteve 37.585 votos no primeiro turno e não conseguiu garantir a reeleição, ficando na condição de suplente para a próxima legislatura na Assembleia Legislativa.

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