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Democratas apostam em crise de Donald Trump para retomar controle do Congresso dos EUA

Democratas querem aproveitar desgaste de Trump para conseguir maioria na Câmara e no Senado

Com a popularidade em baixa e o aumento da insatisfação popular com a economia, o Partido Democrata busca aproveitar o desgaste de Donald Trump para conquistar a maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos nas próximas eleições de meio de mandato.

Panorama político no Capitólio Atualmente, o Partido Republicano mantém margens estreitas nas duas casas legislativas. No Senado, são 53 cadeiras republicanas em disputa em um total de 35 vagas renovadas nesta eleição. Na Câmara dos Deputados, onde todas as 435 posições são votadas, o partido do atual presidente detém 218 assentos, garantindo governabilidade sem forte oposição até o momento.

Impactos econômicos e reflexos no agronegócio brasileiro As decisões unilaterais da administração norte-americana, incluindo o conflito no Oriente Médio e disputas tarifárias, reverberam fortemente na economia global e afetam diretamente o Brasil. A alta nos combustíveis e o encarecimento de insumos agrícolas demonstram a vulnerabilidade do campo brasileiro frente às políticas internacionais de Washington.

“O agro brasileiro é extremamente afetado por qualquer soluço no mundo. A Bolsa de Nova York comanda o preço do café. Nós já estamos falando do exterior. Além disso, temos problemas de lei tarifária. Quando baixou o primeiro tarifaço do Trump, a nossa torcida para que o café ficasse fora tinha até corrente de oração”, conta a produtora de café Evanete Peres Domingues.

Insatisfação popular e o fator custo de vida Pesquisas recentes indicam forte rejeição à gestão atual, impulsionada pela alta dos preços e pelos desdobramentos da guerra no Irã. Nas ruas e nas fazendas norte-americanas, o termo central do pleito tornou-se a acessibilidade financeira, desafiando a promessa inicial de não envolvimento em conflitos externos.

“Esse conflito no Irã vai contra tudo que o Trump pregou durante os dez anos em que ele apareceu na política. Não só ele disse que não se envolveria em conflitos internacionais como iria tirar os Estados Unidos das guerras, justamente com o Irã. E, obviamente, o conflito no Irã afeta a economia também, afeta os preços, e as pessoas sentem isso”, afirma Maurício Moura, economista e professor da Universidade George Washington.

Estratégia da oposição para limitar o poder executivo Caso a oposição consiga virar o placar no Congresso, analistas apontam que a dinâmica de poder em Washington sofrerá mudanças drásticas, com maior controle orçamentário e fiscalização rigorosa sobre a agenda presidencial.

“A oposição ganhando a Câmara, ganhando o Senado, eles têm muito mais força de barrar, de enfraquecer a pauta legislativa do presidente. Eles têm o controle do Orçamento, que tem que ser discutido todo ano, e acabam usando isso como moeda de troca sobre outras pautas também. Tudo para pressionar e fiscalizar mais o governo”, afirma Fernando Brigidi, ex-funcionário da Casa Branca.

As urnas definirão se o poder de Donald Trump sofrerá freios institucionais significativos, redefinindo os rumos da política interna americana e suas consequências diretas para o cenário internacional.

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