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Eleições em Israel definem futuro político de Benjamin Netanyahu

Israel vota sobre destino de Netanyahu e o futuro do país

As urnas israelenses abriram nesta terça-feira (27) para uma votação que funciona como um verdadeiro julgamento popular da gestão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Pela primeira vez desde o massacre de 7 de outubro de 2003, a população avalia a condução do líder diante do conflito, cujas responsabilidades ele nunca assumiu, além de rejeitar a criação de uma comissão de inquérito independente.

Os desafios de Netanyahu no pleito O premiê mais longevo da história do país, com seis mandatos acumulados, enfrenta o desgaste das guerras em Gaza, no Líbano e no Irã, que deixaram a nação em isolamento internacional. O cenário ainda inclui uma controversa proposta de reforma judicial, três processos por corrupção e um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional.

Aos 77 anos, Netanyahu conduziu seu último mandato com forte viés nacionalista, radical e religioso, impulsionado pelo apoio de aliados da extrema direita. Para a nova disputa, o premiê aposta no slogan “Direita ou Palestina”, enquanto o bloco opositor se uniu em torno de Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior e integrante do partido Yashar.

Propostas da oposição e o cenário no Parlamento Eisenkot adota uma postura centrista e aposta em sua reputação de integridade para dialogar com diferentes correntes políticas. Ele responsabiliza o atual governo pelo fracasso nos objetivos militares na região e promete eliminar o domínio do Hamas em um prazo de 18 meses, além de restaurar a confiança pública nas instituições.

As pesquisas apontam uma disputa acirrada, com o partido Yashar ligeiramente à frente do Likud de Netanyahu. Como nenhuma das legendas deve alcançar sozinha as 61 cadeiras necessárias no Parlamento para formar governo, a capacidade de costurar alianças pós-eleitorais será decisiva para definir o próximo líder do país.

Retórica do medo e acusações finais Na reta final da campanha, a disputa ganhou tons dramáticos com o uso de estratégias focadas na segurança nacional. Netanyahu compartilhou uma simulação de explosão nuclear em Tel Aviv para alertar sobre o risco de um “segundo Holocausto” caso a oposição assuma o poder.

“Israel enfrenta uma ameaça existencial e tangível”, afirmou o premiê.

Em resposta, Eisenkot acusou o adversário de apelar para a intimidação do eleitorado.

“Netanyahu, você está histérico”, resumiu.

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