O governo federal estuda a possibilidade de reavaliar emendas parlamentares, aposentadorias especiais e supersalários com o objetivo de gerar folga no Orçamento. A revelação foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista concedida à Broadcast nesta segunda-feira (26.oct.2026), logo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
2H Estratégia para o novo mandato O titular da pasta econômica destacou que a reavaliação dos gastos públicos servirá para alinhar a responsabilidade fiscal com os compromissos assumidos por Lula perante o eleitorado, principalmente nos setores de educação, saúde e iniciativas de assistência social. Contudo, o representante do governo não divulgou projeções de economia nem especificou as iniciativas de mudança.
O dirigente econômico ressaltou que a gestão planeja debater a alocação do dinheiro público com o intuito de absorver demandas prioritárias sem ferir a disciplina fiscal. Conforme o ministro, a pasta tem a incumbência de manter as contas equilibradas, mesmo frente às pressões por expansão de investimentos e auxílios à população.
2H Alvos da revisão orçamentária Entre os tópicos apontados pelo auxiliar presidencial figuram as emendas parlamentares, empregadas por congressistas para alocar verbas federais, e os remunerações acima do teto constitucional no funcionalismo público. Durigan mencionou igualmente as aposentadorias especiais, porém omitiu quais categorias seriam afetadas ou se as modificações alcançariam apenas futuros segurados.
As propostas permanecem em fase de debate e o ministério não estabeleceu prazo para o envio de projetos, tampouco quais modificações necessitarão do aval do Poder Legislativo. O ajuste de despesas compõe o plano da Fazenda para criar margem financeira no próximo período presidencial, com início marcado para 1º de janeiro de 2027.
Ademais, a administração federal busca atingir o centro da meta fiscal, superando a prática de se contentar apenas com o piso da tolerância estipulado pelo arcabouço atual. Para alcançar tal patamar, Durigan indicou a possibilidade de sugerir emendas às leis ou à Constituição ainda no decorrer de 2026. A principal dificuldade da pasta será harmonizar a elevação dos gastos firmada na disputa eleitoral com a exigência de aprimorar o resultado primário e frear o crescimento do endividamento do país.






