A administradora Daniella Marques, responsável pela coordenação da área econômica da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), exigiu esclarecimentos a respeito do pleito nesta segunda-feira, 26. Por meio das redes sociais, ela definiu a votação como “conturbada”, além de pregar a defesa da transparência, o respaldo aos órgãos oficiais e a pacificação nacional após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.
Cobrança por esclarecimentos
No posicionamento público, a economista pontuou: “Como brasileira, também espero que as perguntas que surgiram ao longo desse processo conturbado sejam respondidas com seriedade”. Ela ainda destacou que os desafios sociais e econômicos da população persistem, independentemente de quem tenha vencido nas urnas, mencionando questões como a insegurança, o patamar elevado dos juros e o endividamento das famílias brasileiras.
“A realidade não mudou com o resultado”, declarou a administradora, que integrou a equipe econômica do candidato governista na disputa.
Contestação judicial e números do TSE
A manifestação de Marques veio à tona logo após Flávio Bolsonaro sinalizar que pretende solicitar a anulação do pleito. O parlamentar contestou a determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o tempo de votação em zonas eleitorais que seguiam em funcionamento.
Tal providência aconteceu em resposta a solicitações formalizadas pelas equipes de Lula e de Flávio. O grupo petista argumentou sobre falhas e dificuldades no transporte coletivo em municípios localizados na Bahia e em São Paulo. Por sua vez, a coligação do senador requereu o alargamento do expediente em cidades paulistas, paranaenses e catarinenses, fundamentando o pedido em intempéries climáticas.
Conforme os dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a totalização de 100% das urnas, Luiz Inácio Lula da Silva obteve 64.256.232 votos, o que representa 51,79% dos votos válidos. Já Flávio Bolsonaro alcançou 59.826.041 votos, totalizando 48,21%.
Posicionamento da Justiça Eleitoral
Em coletiva realizada neste domingo, 25, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, admitiu que a alteração no horário gerou percalços operacionais, mas assegurou que a lisura do pleito não foi afetada. De acordo com o magistrado, a Corte precisou alterar protocolos logísticos devido ao encerramento antecipado da votação em milhares de urnas eletrônicas pelo país.
Para barrar a divulgação prematura de informações, o tribunal paralisou de forma momentânea a recepção dos boletins de urna, reiniciando a contagem completa somente após as 19h. O ministro garantiu que o esforço técnico assegurou o encerramento da apuração sem qualquer modificação no desfecho da eleição.






