O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) pediu nesta 2ª feira (26.out.2026) que eleitores de direita não participem de manifestações contra o resultado da eleição presidencial. Em publicação feita na rede social X, o dirigente argumentou que parlamentares estimulam seguidores a assumir perigos que os próprios líderes evitam.
Apelo contra protestos
Durante a gravação divulgada na internet, o político reforçou sua posição contrária aos atos e negou a ocorrência de fraudes no pleito que consagrou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, o petista obteve 51,79% dos votos válidos, superando os 48,21% do senador, uma diferença de 4.430.191 votos. Renan havia terminado a primeira etapa da disputa na quarta colocação, com 2,24%, sem declarar apoio a nenhum dos concorrentes no estágio final.
“Talvez seja o meu último apelo para você que se diz de direita e para eleitores e seguidores meus que acham que as urnas foram fraudadas. Vamos lá, meus amigos, não saiam às ruas”, declarou.
Críticas a organizadores e aliados
No centro das críticas do ex-presidenciável estiveram figuras públicas como o vereador paulistano e deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), além de coletivos como o “Bloco 22” e o grupo “Quem Fica Parado é Petista Disfarçado”. Segundo a avaliação do dirigente, influenciadores e políticos manterão estabilidade financeira e visibilidade, ao passo que manifestantes comuns podem arcar com graves sanções legais.
“Não corram riscos por pessoas que não estão correndo risco algum”, afirmou, pontuando que autoridades viajaram de jatinho e helicóptero durante a campanha e seguirão em situação confortável.
Questionamentos sobre a votação e o 8 de Janeiro
O episódio também foi marcado por contestações à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que estendeu o horário de votação até as 19h por conta de problemas no transporte de eleitores. Embora tenha criticado a medida, o ex-candidato ponderou que a ação não configura fraude. Mais tarde, o Tribunal Superior Eleitoral esclareceu que a extensão só valeria em locais onde as urnas continuavam abertas.
Por fim, o político fez um paralelo com os desdobramentos políticos do passado recente, mencionando as consequências enfrentadas por apoiadores de Jair Bolsonaro nos acampamentos em frente a quartéis após o pleito de 2022 e as prisões decorrentes dos eventos de 8 de janeiro de 2023.
“Esses deputados da direita colocaram um monte de gente na porta de quartel e as pessoas foram presas. Parem. Não façam isso”, declarou.






