O presidente reeleito Lula (PT) conseguiu ampliar a sua votação em todas as 27 unidades federativas — incluindo os 26 estados e o Distrito Federal — na transição do primeiro para o segundo turno da disputa presidencial de 2026. Os dados foram compilados com base nas estatísticas oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a apuração totalizada de 100% das seções eleitorais.
Avanço expressivo na região Sudeste
Os maiores crescimentos em números absolutos se concentraram na região Sudeste do país. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideraram a lista dos locais onde o petista incorporou o maior volume de novos eleitores à sua base entre uma etapa e outra do pleito.
Em território paulista, o salto foi de 9.505.413 para 12.119.274 votos, representando um acréscimo de 2.613.861 apoios. No solo mineiro, a alta foi de 1.162.163 votos, enquanto no território fluminense o incremento alcançou a marca de 872.372 novos eleitores.
Desempenho nacional e os cinco principais estados
Somando todos os estados e o Distrito Federal, sem contabilizar os votos oriundos do exterior, o candidato do PT saltou de 53.722.151 para 64.056.078 sufrágios válidos, o que representa uma expansão de 10.333.927 votos de um turno para o outro.
Considerando também o eleitorado exterior, a vitória de Lula foi sacramentada com um total de 64.256.232 votos, equivalente a 51,79% dos válidos. Seu oponente na disputa, Flávio Bolsonaro (PL), encerrou o pleito com 59.826.041 votos, ou seja, 48,21%.
Além do trio do Sudeste, a lista dos cinco estados com as maiores altas absolutas é complementada por dois redutos nordestinos: a Bahia, onde foram somados 820.487 votos a mais, e Pernambuco, com um crescimento de 563.542 votos. No total, o presidente reeleito manteve a hegemonia e venceu nos nove estados da região Nordeste.
Vale pontuar que, apesar da forte expansão em São Paulo e no Rio de Janeiro, Lula terminou o segundo turno atrás de Flávio Bolsonaro nestes dois estados. Em contrapartida, em Minas Gerais, o petista assegurou a vitória com 50,43% dos votos válidos, superando o adversário, que ficou com 49,57%.
Menores altas e o destaque em Goiás
O levantamento do TSE demonstra que o candidato não sofreu retração de eleitores em nenhuma região do país. Os menores acréscimos absolutos foram registrados em estados menos populosos, como Roraima, Acre e Amapá, uma dinâmica diretamente influenciada pelo tamanho do eleitorado local.
Analisando o cenário sob a perspectiva proporcional, o salto mais expressivo de Lula aconteceu em Goiás. No estado goiano, a votação passou de 1.188.880 para 1.585.555, configurando uma alta de 33,37% em relação ao desempenho obtido na primeira etapa do pleito.






