O empresário Pablo Marçal questionou publicamente a redução do índice de abstenção registrada no segundo turno das eleições presidenciais. Durante entrevista concedida na noite de domingo, 25, ele cobrou uma verificação rigorosa dos dados divulgados pela Justiça Eleitoral e levantou suspeitas sobre o desempenho do adversário. Ao comentar a proporção de eleitores que compareceram aos locais de votação, o ex-candidato utilizou uma expressão popular para demonstrar desconfiança: “Tem algum caroço nesse angu”.
Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral Segundo o balanço oficial apresentado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, a taxa de eleitores que deixaram de votar ficou em 19,21%. Na etapa anterior do pleito, o índice havia alcançado 21,08%, marcando o menor percentual de ausências na fase decisiva de uma disputa presidencial desde o ano de 2006.
Contestações sobre o comparecimento Apesar dos dados oficiais indicarem um comparecimento de aproximadamente 80,8% do eleitorado — o equivalente a cerca de oito em cada dez cidadãos —, o empresário manteve as críticas aos números. “Falar que a abstenção foi reduzida de tal forma, como se, a cada dez pessoas, nove fossem votar? Tem certeza disso?”, contestou Marçal, questionando a queda de 1,87 ponto percentual entre os dois turnos.
Investigação e desempenho eleitoral Enquanto equipes técnicas examinavam o crescimento da votação de Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário argumentou que o avanço não correspondia à percepção pública das ruas, embora não tenha exibido provas de fraudes na contagem. “Essa tragédia matemática e não estou falando de eleição, não, estou falando de matemática, essa explosão do Lula que não foi percebida em lugar nenhum”, declarou. Além disso, ele direcionou críticas a benefícios econômicos anunciados pelo governo durante a campanha eleitoral.
Críticas ao STF e pedido de anulação Outro ponto questionado pelo empresário foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a extensão do horário de votação até as 19h. Para ele, a medida exige transparência nos registros das seções eleitorais: “Se os dados forem abertos, a gente vê o registro dos votos depois das cinco horas da tarde”. Diante do cenário apontado, Marçal concluiu com uma proposta drástica sobre o processo: “O melhor cenário seria anular essas eleições desse final de semana e prorrogar para mais duas semanas”.






