O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou que a quantidade de coletivos colocada nas ruas da capital durante o segundo turno das eleições presidenciais superou a procura do público. A manifestação do chefe do executivo municipal aconteceu no domingo (25), em meio a registros de filas extensas, pontos lotados e coletivos ociosos em vários bairros.
“Garanto a vocês que a quantidade de ônibus ofertadas é muito superior à demanda necessária”, disse Nunes a jornalistas, em Brasília, em frente à casa onde o senador Flávio Bolsonaro (PL) acompanha a apuração dos votos.
Decisão judicial e cumprimento da frota total A gestão municipal informou que recebeu a ordem da Justiça para operar com 100% da frota às 13h10 do sábado (24), repassando a instrução às concessionárias 22 minutos depois. O prefeito pontuou que o aviso em cima da hora gerou obstáculos para a convocação de funcionários, mas defendeu que há provas de que o serviço atendeu às necessidades da população.
“Eu passei vários pedidos para que, em todos os cantos da cidade, nós fizéssemos vídeos, gravações e fotos para ver sobre demanda. Não houve em nenhum local da cidade falta de ônibus”, declarou.
Para respaldar sua posição, a prefeitura reuniu mais de 200 registros visuais em terminais e vias das zonas Norte, Sul, Leste e Oeste. Segundo o prefeito, o Terminal Parque Dom Pedro II exibia imagens de vazio durante a tarde. A SPTrans reforçou que o plano inicial seguia dados de domingos passados e que a notificação do TRE-SP ocorreu às 13h10 de sábado.
Reclamações da população e denúncias políticas Em contraste com a avaliação oficial, eleitores enfrentaram chuva e transtornos para votar no domingo. No Terminal Varginha, na Zona Sul, a espera chegou a três horas. Moradores também apontaram filas em Santana e no Jardim Ângela, além de relatos de motoristas que teriam recusado o embarque rumo às urnas na Vila Zilda.
Diante do cenário, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou a Justiça Eleitoral apontando que a metrópole funcionava com apenas 60% dos veículos esperados. O descumprimento da medida cautelar, emitida no sábado, previa multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.
Contexto do transporte na capital O sistema de transporte coletivo da capital opera com gratuidade aos domingos por meio do programa Domingão Tarifa Zero, implantado em dezembro de 2023. A controvérsia sobre a mobilidade urbana ocorreu no mesmo dia em que o ministro Cristiano Zanin, do STF, estendeu o término da votação para as 19h em todo o país.






