O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou forte oposição, no último domingo, 25, à determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu até as 19h o prazo do segundo turno das eleições presidenciais.
Críticas à atuação do STF e do TSE Durante conversa com jornalistas, o parlamentar mineiro colocou em dúvida a motivação temporal da ordem, divulgada próximo ao encerramento oficial do pleito, sugerindo favorecimento ao concorrente desfavorecido na contagem. Além disso, o deputado questionou o motivo pelo qual a deliberação não emanou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Conforme o representante do Partido Liberal, a extensão do horário surgiu após queixas referentes a entraves na locomoção de votantes, sobretudo na capital baiana, Salvador. O parlamentar relatou que a legenda rival requereu a dilatação temporal em municípios específicos, ao passo que sua sigla defendeu a validade da medida em âmbito nacional para assegurar a isonomia.
“A esquerda desesperada, assim como o time ruim que está perdendo, só tem uma chance: tumultuar para poder vencer”, afirmou.
Paralelo com cenário internacional e projeções O congressista ainda fez menção ao retrospecto das disputas presidenciais brasileiras desde o ano de 1989, sustentando que os postulantes vitoriosos em solo mineiro e na etapa inicial costumam assegurar o comando do Palácio do Planalto. No mesmo contexto, o político relacionou o episódio ao pleito legislativo venezuelano de 2015, indicando que um revés do senador Flávio Bolsonaro (PL) geraria contestações sobre a lisura do processo.
Apesar das contestações severas ao andamento da votação, o integrante da Câmara dos Deputados manteve otimismo quanto ao desfecho do pleito que colocou o candidato governista Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa.
“Creio piamente que o Flávio Bolsonaro será anunciado como presidente da República ainda hoje. Não tenho dúvidas de que isso vai acontecer”, declarou.
Esclarecimentos da Justiça Eleitoral A determinação emitida por Cristiano Zanin emergiu em um cenário de múltiplos relatos sobre obstáculos no transporte público de eleitores até as zonas de votação. Mais tarde, o magistrado ponderou que a dilatação do período de votação abrangeria estritamente as seções que tivessem pendências operacionais no horário tradicional de encerramento, às 17h, enquanto o órgão eleitoral confirmou o início da apuração nacional após as 19h.






