Conversas recuperadas do telefone do ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicam que Fabiano Zettel, apontado como seu operador financeiro e cunhado, debateu com ele uma proposta comercial para adquirir a rádio Transamérica. Os registros apontam discussões sobre transações e negociações no setor de mídia, embora não existam confirmações de que a aquisição tenha sido efetivada.
Detalhes das mensagens
De acordo com o material analisado, o contato ocorreu no dia 18 de julho de 2024. Às 12h, Zettel encaminhou um recado relatando uma solicitação atribuída a um personagem chamado “Flavio”, abordando valores para a emissora e menções a um acordo envolvendo o jornalista de fofocas Léo Dias.
“Flavio me pediu mega urgência para preparar uma oferta de 60MK para a Rádio Transamérica e outro contrato para comprar o Leo Dias”, escreveu Zettel. Poucos segundos depois, ele questionou se o ex-banqueiro estava ciente, obtendo uma confirmação breve logo em seguida.
Mais tarde, no mesmo dia, o diálogo tratou de movimentações de capital. Vorcaro cobrou uma remessa de recursos, ao que o operador financeiro justificou a demora citando entraves operacionais internos e a disponibilidade de saldo em uma instituição chamada Super.
Investigações da Polícia Federal
As apurações policiais também cruzaram dados com o publicitário Thiago Miranda, ex-parceiro comercial do colunista de celebridades. A corporação identificou que Miranda tentou aliciar influenciadores digitais com quantias expressivas para promover campanhas favoráveis ao Banco Master, ação que era tratada internamente sob a sigla ligada a Daniel Vorcaro.
Em depoimento prestado às autoridades, o publicitário relatou que sua aproximação com o ex-banqueiro ocorreu após investidas financeiras direcionadas ao portal de notícias do influenciador, motivadas pelo objetivo de estruturar um conglomerado de comunicação. Posteriormente, o profissional passou a prestar serviços de gestão de imagem e promoção de campanhas.
Em julho de 2026, dias antes de uma ação policial, o publicitário anunciou publicamente sua saída societária do grupo de comunicação. Em nota, a defesa do investigado negou irregularidades e declarou que Miranda “sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros”.






