A definição do vencedor para a presidência da República ocorre com base na maioria dos votos válidos, e não por meio de uma meta fixa estipulada de forma antecipada. Por essa razão, o patamar exigido para a vitória sofre variações a cada disputa realizada.
O impacto do crescimento do eleitorado
O primeiro elemento determinante é a dimensão do cadastro de eleitores. No ano de 1989, o país contabilizava pouco mais de 82 milhões de cidadãos aptos a participar das urnas. Em contraste, para o pleito de 2026, esse número saltou e o cadastro chegou a 158.745.463 pessoas.
Taxa de abstenção e comparecimento
Outro aspecto que interfere diretamente no cálculo final é o comparecimento da população. Durante o primeiro turno das eleições de 2026, por exemplo, 33.469.244 eleitores deixaram de comparecer aos locais de votação, o que representou uma taxa de abstenção de 21,08%.
A exclusão de brancos e nulos
Também é importante destacar que as escolhas em branco e os votos nulos ficam de fora do cômputo oficial dos válidos. Na primeira etapa da votação em 2026, foram registrados 119.300.788 votos válidos a partir de um total de 125.275.835 votos que foram depositados nas urnas.
Dessa forma, a maioria indispensável para alcançar a vitória somente pode ser estabelecida a partir da somatória efetiva de sufrágios válidos apurados em cada turno específico.






