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Motorista é indiciada após dirigir na contramão e matar estudante em Florianópolis

Motorista é indiciada por homicídio após dirigir na contramão por 2 km e matar estudante em Florianópolis

Uma motorista de 40 anos foi formalmente acusada por homicídio com dolo eventual, situação na qual o condutor assume o risco de matar, além de responder por embriaguez ao volante. A investigação apura a morte do estudante de enfermagem Felipe Maffioletti Contreira, de 25 anos, que conduzia uma motocicleta na rodovia SC-401, na capital catarinense, quando seu veículo foi atingido frontalmente pelo automóvel da investigada.

Detalhes da tragédia na rodovia

De acordo com os levantamentos da Polícia Militar Rodoviária, responsável pelo atendimento inicial da ocorrência, a condutora trafegou no sentido oposto da via por aproximadamente dois quilômetros durante a madrugada do dia 29 de agosto. O impacto violento ocorreu por volta das 4h, nas proximidades de um estabelecimento comercial situado no bairro Canasvieiras, localidade onde a vítima residia e para a qual retornava após encontrar amigos.

Conforme os registros policiais e de resgate, a condutora estava a bordo de um Ford Ka preto quando ingressou na pista contrária, totalizando 2,3 quilômetros de percurso na direção incorreta antes da colisão contra a moto Honda CG 125 Fan guiada por Felipe. Pelo menos duas testemunhas informaram ter cruzado com o automóvel antes do choque fatal. Com a força da batida, o jovem foi lançado a cerca de 25 metros de distância e faleceu imediatamente, enquanto a motocicleta foi tomada por chamas, exigindo a intervenção do Corpo de Bombeiros.

Tramitação judicial e defesa

O inquérito policial foi concluído e assinado pela delegada Caroline Pedreira, titular da 7ª Delegacia de Polícia de Canasvieiras. A autoridade policial optou por não requerer a prisão preventiva da investigada, mas determinou medidas cautelares que incluem a retenção da Carteira Nacional de Habilitação, a obrigação de comparecer periodicamente perante a Justiça e a proibição de deixar a cidade de Florianópolis.

No mesmo dia em que o indiciamento foi oficializado, o promotor Fabiano Henrique Garcia, representante do Ministério Público de Santa Catarina, solicitou o encaminhamento dos autos para a Vara do Tribunal do Júri, instância competente para o julgamento de crimes contra a vida, para que seja avaliada a presença de dolo eventual na conduta da motorista.

Procurada para comentar o caso, a defesa de Leidiane Fandres da Silva informou que não vai se manifestar porque ainda não teve acesso ao relatório final do inquérito. Anteriormente, em depoimento prestado à Polícia Civil há cerca de um mês, a condutora argumentou que havia sofrido um mal súbito ao volante.

Equívoco inicial na identificação

Nos momentos posteriores ao acidente, os órgãos de segurança registraram equivocadamente a identidade de outra mulher como a condutora do automóvel envolvido na colisão. O erro decorreu do fato de que a proprietária dos documentos havia deixado sua bolsa esquecida no interior do veículo de Leidiane, levando os agentes a qualificá-la erroneamente como a motorista responsável.

A verdadeira condutora, Leidiane Fandres da Silva, chegou a ser encaminhada ao Hospital Celso Ramos, de onde teve alta após permanecer internada por poucas horas. Como a transferência não contou com escolta policial, a confirmação de que ela era realmente a motorista do carro que colidiu com a moto de Felipe só veio à tona dias mais tarde.

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