Um total de aproximadamente 159 milhões de cidadãos brasileiros está apto a comparecer às urnas neste domingo, 25, para decidir o futuro da Presidência da República. A votação em segundo turno coloca frente a frente o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Panorama da disputa e resultados anteriores
Na primeira rodada do pleito, realizada em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve a dianteira ao registrar 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. O representante do PL saiu vitorioso em 14 Estados e no Distrito Federal, ao passo que o atual chefe do Executivo liderou nas outras 12 unidades federativas. Comparando com o cenário de 2022, Minas Gerais e Tocantins mudaram de preferência, elegendo o senador após votarem em Lula quatro anos antes.
Concentração de eleitores por estados e regiões
O estado de São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral do país, contabilizando 34,1 milhões de eleitores. Juntamente com Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná, que integram o topo da lista, os cinco estados concentram 83,2 milhões de pessoas, o que representa 52,45% de todo o eleitorado nacional.
No recorte proporcional de crescimento desde o pleito anterior, Roraima destaca-se com a maior alta, registrando 9,63%, seguida por Tocantins (8,07%) e Mato Grosso (6,84%). Em contrapartida, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os únicos a apresentar variação negativa no número de aptos a votar.
Analisando por regiões, o Norte apresentou o avanço mais expressivo, subindo de 12,5 milhões para 13,1 milhões de eleitores, uma alta de 4,37%. O Centro-Oeste também cresceu acima da média nacional, indo a 12 milhões (3,97%), enquanto o Nordeste registrou 43,5 milhões de pessoas (2,69%) e o Sul alcançou 22,8 milhões (1,34%). O Sudeste apresentou recuo de 0,56%, caindo para 66,3 milhões, embora ainda mantenha a maior fatia do país, com 41,7% do total.
Participação no exterior e perfil demográfico
Fora do território nacional, o cadastro de brasileiros aptos a votar apresentou um salto de 31,8% em comparação a 2022. O total passou de 700 mil para 920 mil eleitores, com maior concentração nos Estados Unidos (265,4 mil), Portugal (143,7 mil) e Japão (88,3 mil).
No perfil de gênero, as eleitoras seguem como maioria, representando 52,8% do total, o que equivale a 83,8 milhões de mulheres — acima dos 82,37 milhões registrados em 2022. O público masculino soma 74,8 milhões de cidadãos, registrando um incremento de 1% em relação ao pleito anterior.
Quanto à pirâmide etária, o eleitorado brasileiro demonstra envelhecimento gradual. A faixa de 40 a 44 anos concentra o maior volume de pessoas, com 15,9 milhões de registros, o equivalente a 10% do total. Logo após aparecem as faixas de 45 a 49 anos, com 15,27 milhões, e de 35 a 39 anos, com 15,26 milhões de eleitores.






