O desaparecimento de José Luis da Costa Oliveira, de 25 anos, é investigado pela Polícia Civil de São Paulo desde o último dia 8 de outubro. O jovem sumiu após cair em um estelionato envolvendo a venda de seu automóvel e realizar uma viagem repentina rumo ao litoral paulista, sendo visto pela última vez no município do Guarujá.
Cronologia do trajeto até o litoral
Conforme apurado no inquérito, o analista de sistemas anunciou o veículo em redes sociais e negociou com um suposto intermediário. Ele transferiu o bem para uma compradora, mas o pagamento foi desviado para a conta do golpista, deixando a vítima sem o carro e sem o dinheiro.
Imagens de monitoramento e depoimentos de motoristas revelaram os passos seguintes. Antes de deixar a capital, José Luis passou brevemente por seu apartamento na Bela Vista. Em seguida, pagou R$ 700 a um motorista particular para levá-lo até Santos, onde parou em um bar no Boqueirão.
De lá, chamou um carro por aplicativo até a balsa e negociou uma corrida de R$ 500 por fora da plataforma para seguir ao Guarujá. O condutor relatou que o jovem estava visivelmente abalado, embriagado e mencionou o desejo de tomar um banho de mar, antes de deixá-lo em frente a um condomínio local.
Investigação policial e contexto familiar
A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso foi registrado como sumiço e é conduzido pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP. As advogadas que representam os amigos de José Luis aguardam a quebra de sigilo bancário e avaliam que o abalo emocional da fraude pode ter influenciado o caso, embora evitem ligar diretamente os dois fatos.
Originalmente do Pará e formado pelo IFPA, José Luis trabalhava com tecnologia e havia se mudado para São Paulo recentemente. Seu irmão, Eustáquio da Costa Oliveira, destacou a relação de proximidade à distância entre eles:
“Nunca fomos muito próximos de compartilhar as coisas um com o outro, mas sempre estávamos em conexão, pois tínhamos o hábito de jogar online aos finais de semana, quando dava”, afirmou Eustáquio.
Sobre a ausência de familiares na Baixada Santista para acompanhar as buscas presencialmente, o irmão pontuou:
“Temos nossos trabalhos e estando em São Paulo não podemos fazer muita coisa para avançar nas investigações, uma vez que isso compete à Polícia Civil e demais órgãos competentes”, afirmou.
As autoridades seguem analisando dados de geolocalização e registros de transporte para tentar esclarecer o paradeiro do jovem.






