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Mãe de menina morta revela resposta que quis dar a Flávio Bolsonaro

“Ana Clara não pode te ouvir, está morta”, diz mãe sobre Flávio

Presente na plateia do debate presidencial da TV Globo realizado na sexta-feira (23.out.2026), Cristiane Gomes da Silva revelou neste sábado (24.out.2026) a frase que desejava ter direcionado a Flávio Bolsonaro (PL) no momento em que o candidato a chamou pelo nome de sua filha, Ana Clara Gomes Machado, morta em 2021 aos 5 anos por um disparo de fuzil em Niterói (RJ).

Transmissão ao vivo detalha o ocorrido

Em participação em uma transmissão ao vivo promovida pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), Cristiane relatou sua reação imediata ao constrangimento ocorrido no estúdio de televisão.

“Quando ele gritou ‘Ana Clara’, a vontade que me deu –e eu não tive voz, a gente sabe, no estúdio não tem como–, eu tive vontade de falar: ‘Flávio, Ana Clara não pode te ouvir. Ana Clara está morta’. Mas eu gritei que ela estava morta”, disse.

A luta pela memória da vítima

A mãe também comentou sobre a falta que a menina faz em seu cotidiano e ressaltou o empenho contínuo para evitar que o crime caia no esquecimento público.

“Tem 5 anos que minha filha morreu. Ela não pode mais te ouvir, eu não posso mais ouvir ela. Não existe mais Ana Clara. Ela ficou na lembrança. O que eu estou fazendo é de tudo para que Ana Clara não seja esquecida, para que não seja esquecida a tamanha covardia que foi feita com minha filha de apenas 5 anos. Ela tinha 5 anos, uma vida inteira pela frente. Hoje ela teria 11 anos”, declarou.

O contexto político e judicial do caso

O episódio aconteceu durante um questionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a atuação de Flávio em favor do policial militar Bruno Dias Delaroli, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como responsável pelo homicídio. No ano de 2024, o senador recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para tentar impedir que o caso fosse julgado pelo Tribunal do Júri, mas o pedido acabou indeferido.

Ao se defender no debate, Flávio tentou prestar solidariedade à família olhando para o público e acabou cometendo o equívoco de chamar a mãe pelo nome da criança, gerando a retorsão imediata de Cristiane, que gritou que a filha havia falecido. O candidato reiterou crença na inocência do policial e pontuou que o agente ainda não passou por julgamento popular, enquanto a defesa contesta a autoria do disparo letal.

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