As capitais Riad, na Arábia Saudita, e Sanaa, no Iêmen, foram alvos de novas investidas neste domingo, 11, intensificando a tensão na região após um atentado na véspera ter deixado pelo menos 12 mortos e centenas de feridos na capital saudita, marcando o episódio mais letal no reino em mais de dez anos.
Impacto na aviação e vítimas
O porta-voz da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, Turki al-Maliki, afirmou que um “projétil não identificado” atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid e provocou um incêndio. A autoridade de aviação civil do país confirmou a ocorrência na segunda-feira, 12, informando que a ofensiva resultou na morte de um morador paquistanês e deixou outras 11 pessoas feridas, enquanto os danos materiais continuam sendo avaliados.
Do outro lado da fronteira, os rebeldes Houthis relataram que jatos sauditas bombardearam o terminal aéreo de Sanaa no domingo. O Ministério da Saúde local registrou a morte de uma criança em uma área residencial e destacou que as ações militares da coaliz já causaram 91 mortes desde o dia 3 de setembro, sendo a maioria das vítimas mulheres e crianças, conforme dados repassados pelo porta-voz da pasta, Anees al-Asbahi.
Escalada de tensão e alertas internacionais
A ofensiva dos Houthis contra alvos estratégicos incluiu ainda o Aeroporto Internacional Rei Fahd, localizado em Dammam. De acordo com o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, a operação “interrompeu o tráfego aéreo”. Diante do cenário de instabilidade, a Embaixada dos Estados Unidos recomendou que seus colaboradores mantenham “extrema cautela ao usar todos os principais aeroportos” e determinou a exigência prévia de autorização para deslocamentos nos terminais de Riad, Dammam e Jidá.
Além disso, a legação diplomática americana proibiu qualquer “viagem num raio de 32 km (20 milhas) da fronteira com o Iêmen devido a riscos de segurança”. O ataque anterior, ocorrido no sábado, foi considerado o incidente mais violento no Golfo desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã em fevereiro, resultando também no falecimento de um cidadão indiano, segundo a Embaixada da Índia.
Enquanto autoridades ocidentais apontam o uso de um míssil de cruzeiro pela milícia iemenita, a rotina nas principais cidades sauditas foi drasticamente alterada com a suspensão de aulas presenciais e a adoção do trabalho remoto. Especialistas apontam que o fortalecimento bélico dos Houthis, associado ao apoio iraniano, tem viabilizado operações transfronteiriças cada vez mais sofisticadas em meio à contraofensiva iniciada por forças do governo iemenita e caças da coalizão.






