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Julian Assange elogia atuação de Lula e critica clã Bolsonaro

Assange diz que Lula lutou por sua liberdade e critica Bolsonaros

O jornalista australiano Julian Assange, criador da plataforma WikiLeaks, utilizou as redes sociais para elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disparar duramente contra o ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em postagem realizada em uma rede social, o ativista destacou que o atual mandatário brasileiro atuou ativamente em prol de sua libertação, enquanto a família Bolsonaro não prestou nenhum auxílio durante seu período de cárcere.

O histórico de perseguição e o apoio do governo brasileiro

O fundador do portal de vazamentos passou 1.901 dias em uma cela solitária após expor dados sobre espionagem e homicídios cometidos pelo governo dos Estados Unidos, incluindo ações direcionadas contra o Brasil e suas indústrias estratégicas. De acordo com o australiano, Lula intercedeu por sua soltura antes mesmo de retornar à presidência e, posteriormente, debateu a perseguição que sofria com o papa Francisco.

Após recuperar sua liberdade, o jornalista relatou ter se reunido com o líder brasileiro em Roma, ocasião em que ambos lamentaram o falecimento do pontífice. Assange destacou a postura do petista no encontro: o presidente foi gentil com seus filhos e não exigiu nenhuma contrapartida. “Em contraste, Jair e Flávio Bolsonaro não fizeram nada e não disseram nada”, escreveu Assange.

Críticas à política externa e soberania nacional

Na mesma manifestação pública, o criador do WikiLeaks associou a omissão do clã Bolsonaro à possível submissão do grupo às diretrizes geopolíticas de Washington e Tel Aviv, questionando a autonomia do país em tomar decisões autônomas.

“Sem a capacidade de dizer não a Washington e Tel Aviv, não pode haver política doméstica, apenas instruções estrangeiras”, escreveu.

Reconhecido mundialmente por expor centenas de milhares de arquivos secretos e diplomáticos norte-americanos em 2010 — o que gerou uma intensa batalha judicial com os Estados Unidos sob acusação de crimes contra a defesa nacional —, o ativista firmou um acordo judicial com autoridades americanas que permitiu sua saída da prisão de segurança máxima no Reino Unido em meados de 2024. A soltura foi celebrada pelo governo brasileiro como uma vitória democrática, coroando anos de articulações e declarações públicas em defesa de sua repatriação.

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