Manifestações estudantis realizadas neste sábado (24) resultaram em confrontos diretos entre civis e forças de segurança na Bélgica e na Albânia. Enquanto em Bruxelas a tensão escalou durante uma marcha que buscava bloquear vias, em Tirana, a capital albanesa, o cenário foi de arremesso de pedras contra agentes, que revidaram utilizando canhões de água para dispersar a multidão.
Tensão e repressão policial na França
O cenário também foi crítico em diversas cidades francesas. Em Lyon e Pau, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para conter distúrbios. Em Lyon, o conflito teve início após tentativas de bloqueio em ruas próximas a uma delegacia e uma instituição de ensino. Relatos da agência AFP indicam que o uso de granadas de gás lacrimogêneo se estendeu por cidades como Lille, Toulouse e Nantes.
Prisões e esquema de segurança reforçado
Na França, as autoridades adotaram uma postura rígida. O ministro do Interior, Laurent Nunez, confirmou a detenção de 135 pessoas em todo o território nacional. Muitas dessas prisões foram preventivas, resultando na apreensão de itens como bolas de metal, armas de airsoft, fogos de artifício e até uma katana.
O governo mobilizou 70 mil policiais e agentes especiais para evitar a repetição dos saques e depredações vistos na semana anterior. Em coletiva de imprensa, o ministro justificou a mobilização: “Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos pedidos de interrupção por parte de grupos políticos e, simplesmente, de criminosos. Vai ser um dia longo”, afirmou ele a repórteres.
Impacto no comércio e cultura
Devido ao clima de instabilidade, pontos turísticos icônicos de Paris, como o Museu do Louvre, o Museu d’Orsay e o Grand Palais, suspenderam suas atividades. O setor comercial também sofreu o impacto; após cerca de 3.000 lojas serem danificadas ou saqueadas na semana passada, muitos lojistas optaram por instalar barricadas em suas fachadas como medida de proteção.
Apesar da escalada de violência em pontos específicos, as autoridades francesas tentaram manter o controle através de autorizações seletivas para atos sindicais e a decretação de toques de recolher em pelo menos dez municípios, buscando conter o caos social que já levou mais de 500 mil pessoas às ruas em protestos contra o alto custo de vida no país.






