A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu o sinal verde, na segunda-feira 5, para o registro do Elfabrio (alfapegunigalsidase). O fármaco chega ao mercado brasileiro como uma nova alternativa voltada à terapia de reposição enzimática contínua em pacientes adultos que possuem confirmação clínica para a doença de Fabry.
Entenda os impactos da enfermidade Trata-se de uma anomalia genética rara originada pela escassez da enzima alfa-galactosidase A no organismo. Tal carência biológica gera o depósito progressivo da substância globotriaosilceramida (Gb3) em múltiplos tecidos e órgãos do corpo humano.
Sintomas e complicações da condição Sem o devido controle, a enfermidade é capaz de desencadear falência renal, complicações no coração e acidentes vasculares, além de neuropatia periférica e déficits sensoriais como a surdez. Os pacientes também costumam manifestar angioqueratomas (lesões dermatológicas características) e complicações digestivas, a exemplo de fortes dores abdominais e diarreia crônica.
Mecanismo de ação do Elfabrio O produto atua diretamente suprindo a ausência da enzima original, o que viabiliza a degradação do material acumulado e facilita sua excreção pelo corpo. Desse modo, o tratamento auxilia na prevenção de danos graves ao sistema cardiovascular e aos rins.
Especificações técnicas do produto Comercializado em frascos de 10 ml contendo solução estéril para diluição, o medicamento deve ser aplicado exclusivamente por meio de infusão intravenosa em ambiente hospitalar ou especializado. A chegada da nova opção terapêutica amplia o suporte médico disponível para os brasileiros que convivem com essa patologia degenerativa crônica.






