Durante a realização do último encontro televisivo entre os postulantes ao Palácio do Planalto, uma manifestação nos bastidores chamou a atenção no Rio de Janeiro. Acomodado nos primeiros assentos reservados aos convidados, o chefe do Executivo de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), manifestou incômodo com o comportamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no palco e declarou a intenção de mudar de lugar.
Queixa nas redes sociais e comitiva de apoio
A reclamação foi feita por meio de uma publicação na plataforma X, na qual o catarinense postou um registro diretamente do estúdio da TV Globo na noite de sexta-feira (23.out.2026). Ele escreveu: “Lula tá cuspindo o debate inteiro. Vou sair da primeira fila”.
Jorginho acompanhava a transmissão a convite do senador Flávio Bolsonaro (PL). A bancada de apoio ao candidato contava ainda com outras lideranças eleitas da região Sul filiadas à mesma legenda, incluindo os governadores Sergio Moro, do Paraná, e Luciano Zucco, do Rio Grande do Sul.
Alinhamento político e força eleitoral
Forte aliado do grupo político de Jair Bolsonaro, o governador catarinense garantiu a sua própria reeleição ainda na primeira fase do pleito deste ano, obtendo uma expressiva marca de 68,98% dos votos válidos.
O apoio do eleitorado de Santa Catarina também se refletiu na disputa federal: segundo números do Tribunal Regional Eleitoral catarinense, Flávio consolidou ampla liderança no Estado ao somar 66,65% da preferência, contra 25,04% registrados por Lula.
Regras e formato do debate decisivo
O programa mediado pelo jornalista César Tralli marcou o segundo e derradeiro embate direto entre os dois postulantes no segundo turno — o primeiro havia ocorrido na Band no dia 18 de outubro —, já que ambos não participaram de confrontos conjuntos na etapa anterior.
A dinâmica televisiva foi dividida em quatro blocos temáticos. Conforme as normas definidas pela emissora, nas três primeiras etapas apenas o concorrente que estivesse com a palavra possuía autorização para circular pelo espaço. No bloco final, os dois receberam permissão para caminhar pelo cenário, contanto que permanecessem delimitados às suas respectivas metades do palco.
A definição sobre quem ocupará a Presidência da República ocorre neste domingo (25.out), com os colégios eleitorais abertos para votação das 8h às 17h pelo horário oficial de Brasília.






