Home / Política / Alok cobra TSE por transporte de indígenas no 2º turno das eleições

Alok cobra TSE por transporte de indígenas no 2º turno das eleições

Alok cobra TSE por transporte de indígenas no 2º turno

O renomado DJ e produtor musical Alok utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (23.out.2026) para exigir que o Tribunal Superior Eleitoral adote providências imediatas. O artista quer assegurar o deslocamento de eleitores de aldeias até as seções eleitorais para a votação do próximo domingo (25.out), alertando sobre barreiras logísticas enfrentadas por essas comunidades.

Problemas logísticos nas aldeias De acordo com o músico, a intenção inicial era arcar pessoalmente com os custos dos traslados, porém a proibição de financiamento privado de transporte durante o período eleitoral impediu a ação.

“Fui informado de que muitas aldeias indígenas estão enfrentando dificuldades logísticas e falta de recursos para que seus povos possam votar no domingo”.

Diante do entrave legal, o produtor transferiu a cobrança para o poder público, exigindo que prefeituras e tribunais eleitorais garantam a locomoção de todos.

“Os povos indígenas ajudaram a construir a história deste país e não podem ser excluídos das decisões que vão definir o seu futuro”.

Para fechar o apelo na internet, o artista reforçou a necessidade de uma atuação enérgica da Corte: “A democracia não começa na contagem dos votos, começa garantindo que todos possam chegar às urnas. Contamos com o Tribunal Superior Eleitoral neste momento”.

Ativismo e ligação com a causa Conhecido por vincular sua trajetória artística à pauta dos povos originários, o DJ promove frequentemente essa bandeira. Um exemplo ocorreu em abril de 2024, quando realizou uma apresentação na Esplanada dos Ministérios, na capital federal, projetando o slogan de seu disco temático, “O futuro é ancestral”.

Ações jurídicas e regras vigentes Paralelamente à manifestação do músico, a Defensoria Pública da União movimentou o Supremo Tribunal Federal no dia 23 de outubro. O órgão solicitou a gratuidade do transporte coletivo em território nacional no segundo turno, exigindo também que prefeituras e empresas mantenham a frota e a frequência normais de ônibus, beneficiando rurais, tradicionais e indígenas que sofrem com barreiras de acesso.

As normas do pleito determinam o fornecimento de condução para aldeias e comunidades quilombolas para além das fronteiras municipais, estipulando regras para a atuação da Justiça Eleitoral e vedando o uso político do serviço. Além disso, no mês de setembro, o TSE firmou acordos para otimizar o acesso de pessoas com deficiência e cidadãos sem recursos próprios às urnas, por meio do programa Seu Voto Importa nas Eleições 2026.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *