O governo de Israel ordenou o fechamento imediato de Hebron e determinou que as Forças Armadas se preparem para bloquear integralmente a Cisjordânia, conforme decisão anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nesta sexta-feira, 23.
A escalada de tensão na região A decisão foi tomada na sequência de um atentado a tiros em um posto de controle situado ao norte de Hebron. A ação criminosa resultou na morte de dois soldados israelenses e deixou outros três feridos com gravidade leve, ocorrendo a apenas quatro dias do pleito legislativo no país.
Os dois atiradores responsáveis pela investida contra os militares foram mortos durante a troca de tiros no local. O comando militar identificou as vítimas fatais como os sargentos Ron Yonatan Roytman, 23 anos, e Yuval Shai Svilem, 20.
Medidas extremas e operação de grande porte
Durante deslocamento até a cidade afetada, o premiê israelense comunicou o lançamento de uma ofensiva de ampla proporção e declarou que os habitantes da vizinhança de onde partiram os criminosos serão desabrigados para permitir vistorias minuciosas nos imóveis.
No mesmo sentido, o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, disse ter ordenado a demolição de edifícios próximos ao ataque.
Repercussão política e o pleito iminente Enquanto o grupo Hamas celebrou o atentado, sem contudo assumir a autoria oficial, o chefe de governo solicitou ao partido Likud a anulação de todos os comícios políticos que estavam agendados para esta sexta-feira. O processo de votação está programado para ocorrer na próxima terça-feira, 27.






