A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou nesta quinta-feira (22.out.2026) que a eleição presidencial “está virando” a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Impacto das pesquisas e mobilização
O posicionamento foi manifestado durante evento político de apoio a Lula na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), no contexto da disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na ocasião, a política mencionou a pesquisa Datafolha publicada no mesmo dia, indicando empate técnico com 50% dos votos válidos para cada concorrente. Na sondagem prévia, o parlamentar liderava com 51%, enquanto o petista registrava 49%.
O papel dos debates televisivos
Conforme a avaliação da ex-ministra, o confronto entre os presidenciáveis transmitido pela Band no domingo anterior (18.out) desempenhou um papel fundamental para engajar a base eleitoral do atual mandatário.
“O debate foi uma chave muito interessante para que as pessoas despertassem para o perigo que é o Flávio Bolsonaro”, declarou.
Críticas à postura do adversário
Durante o ato com estudantes, militantes e autoridades — incluindo o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) —, Marina questionou a aptidão de seu oponente para a gestão pública e reprovou seu comportamento.
“Ele é uma pessoa que é agressiva. Agressiva no falar, agressivo no gestual e agressivo na postura que assume diante da política e da vida. Acha que pode governar um país no grito? Um país democrático, a gente governa com propostas, respeitando as instituições e as pessoas nos seus mais diferentes lugares, seja empresário, seja trabalhador”, disse.
Além disso, a ex-ministra colocou em dúvida o posicionamento do senador em pautas sociais e trabalhistas relevantes, citando o debate sobre a jornada 6×1 e a manutenção de programas de transferência de renda.
“Ele teve que fingir que apoia [o fim da] jornada 6 por 1, mas nós sabemos que ele é contra. Ele diz que apoia o Bolsa Família, mas nós sabemos que ele é contra”, declarou.
O evento reforçou a estratégia da campanha governista para consolidar apoios e ampliar a vantagem na reta final do pleito nacional.






