O desabamento de um edifício em construção na Penha, Zona Leste de São Paulo, completou um mês nesta segunda-feira (12) mantendo o engenheiro Cristiano Salgado Vivaqua e a empresária Isis de Freitas Rodrigues Brandão na condição de foragidos da Justiça.
Investigações em andamento na polícia Os suspeitos, apontados como os principais responsáveis pelo projeto e execução do prédio que ruiu, são alvos de duas frentes de investigação conduzidas pela Polícia Civil. A primeira apura as circunstâncias do acidente que resultou na morte de seis pessoas, enquanto a segunda investiga denúncias de estelionato contra clientes das construtoras New Home e Hastiforme que jamais receberam as chaves dos imóveis comprados.
Enquanto Cristiano atuava como o responsável técnico pela obra, Isis exercia o papel de representante legal da construtora. O pai do engenheiro, Ronaldo dos Santos Vivaqua, apontado como sócio oculto da empresa, foi preso no dia seguinte à tragédia e teve sua detenção prorrogada pela Justiça paulista.
Prejuízos e golpes imobiliários Além do impacto do desabamento, um grupo de aproximadamente 20 compradores acumulou prejuízos superiores a R$ 4 milhões após adquirir unidades residenciais em empreendimentos da Zona Leste que nunca foram entregues. De acordo com os relatos registrados em boletins de ocorrência, as construtoras iniciavam as construções sem a devida aprovação de alvarás pela prefeitura.
Empreendimentos embargados pela prefeitura A gestão municipal determinou a paralisação de 29 empreendimentos vinculados às empresas investigadas na capital paulista. A medida cautelar adotada pela Controladoria Geral do Município visa resguardar o interesse público e intensificar as vistorias estruturais nos canteiros de obras ativos na região.
Conclusão e desdobramentos judiciais As autoridades continuam à procura do casal foragido, ao mesmo tempo em que dezenas de vítimas buscam amparo jurídico para reaver os valores investidos e cobrar punições rigorosas aos responsáveis pelos crimes na Zona Leste.






