A travessia de pedestres na Rodovia Fernão Dias, situada em Vargem, no interior paulista, foi liberada para circulação na manhã desta sexta-feira (23), exatamente às 9h. A construção da nova estrutura ocorreu apenas cerca de dois meses depois do trágico desabamento da antiga ponte, ocorrido em agosto, que resultou na morte de mãe e filho.
Detalhes da nova estrutura na rodovia
Conforme informações divulgadas pela concessionária Motiva Minas SP, responsável pela administração do trecho, os serviços de reerguimento duraram 65 dias e contaram com a participação de cerca de 34 profissionais. A infraestrutura atualizada está posicionada no quilômetro 5,950 da via.
O projeto incluiu a instalação de grades protetoras, piso tátil em relevo voltado para orientar pessoas com deficiência visual e sistema completo de iluminação. As equipes também realizaram a concretagem do piso da travessia, a implantação de calçadas de acesso e dispositivos de segurança adicionais.
Dados técnicos e suporte aos moradores
A estrutura metálica pesa 92,2 toneladas. Os dados técnicos da concessionária indicam que foram empregadas mais de 10 toneladas de aço e superior a 60 metros cúbicos de concreto durante todo o processo de reconstrução.
Enquanto o trecho permaneceu totalmente interditado para as obras, a empresa disponibilizou vans de forma gratuita para garantir o deslocamento dos moradores locais e reduzir os transtornos causados pelo bloqueio.
Relembre o acidente fatal
A tragédia ocorreu em 18 de agosto de 2026, na altura do município de Vargem, quando um caminhão transportado em um veículo de carga do tipo prancha colidiu contra a viga principal da antiga passarela.
O impacto provocou a queda da estrutura sobre um automóvel, causando as mortes de Rosângela Carlos Soares Chaves, de 63 anos, e de seu filho, Douglas Soares Quaresma, de 40 anos, ambos residentes em Belo Horizonte (MG). Rosângela atuava como cabeleireira e Douglas trabalhava como representante comercial de uma empresa de óticas.
Além do carro das vítimas, a queda atingiu outro caminhão. O motorista desse veículo sofreu ferimentos leves e precisou ser encaminhado para atendimento hospitalar.
Desdobramentos judiciais
No mês de setembro, a Justiça optou por rejeitar a denúncia formalizada pelo Ministério Público contra o motorista do caminhão envolvido no impacto, determinando também a revogação de sua prisão preventiva.
O magistrado responsável entendeu que faltavam elementos comprobatórios de dolo eventual, além da necessidade de laudos periciais complementares para a completa elucidação da dinâmica do evento. O Ministério Público havia imputado ao condutor dois homicídios qualificados consumados e um tentado, enquanto a defesa sustentou desde o início que se tratou de um acidente de trânsito sem dolo.






