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Castanheira pega fogo por dentro e mobiliza bombeiros no Pará

VÍDEO: fumaça saindo de castanheira chama atenção e mobiliza bombeiros no PA; especialista explica causas

Uma ocorrência inusitada mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar no município de São Miguel do Guamá, situado na região nordeste do Pará, após uma castanheira expelir densa fumaça de dentro de seu próprio tronco. O episódio atraiu a atenção de pedestres e moradores locais, gerando registros em vídeo que rapidamente ganharam repercussão na internet. Apesar da queda da vegetação durante a operação de contenção das chamas, o incidente não deixou feridos.

Atuação dos bombeiros no local

Os registros audiovisuais compartilhados na rede revelaram chamas intensas saindo por uma abertura na estrutura lenhosa durante o período noturno. Já nas primeiras horas da manhã seguinte, o cenário mudou para a liberação contínua de fumaça pela castanheira afetada. A corporação militar isolou o perímetro e atuou diretamente para extinguir o foco ígneo, realizando posteriormente o serviço de rescaldo para garantir que nenhum foco remanescente provocasse novos riscos após o tombamento.

Análise de especialistas sobre o fenômeno

O ecólogo e entomólogo Leandro Juen apontou que o material visual confirma a ocorrência de combustão interna na árvore, detalhando duas hipóteses principais para o problema. O fogo pode ter tido início na base da estrutura e alcançado o miolo caso ela estivesse oca, ou as chamas podem ter viajado através de raízes e matéria orgânica subterrânea até atingir o tronco.

Propagação subterrânea do fogo

De acordo com o pesquisador, solos ricos em matéria orgânica propiciam o avanço das chamas de forma subterrânea e imperceptível à primeira vista. Nesse caso, existindo uma cavidade na árvore isso pode permitir que a fumaça suba e seja liberada no tronco como visto nesse video, explica o especialista, ressalvando que essa dinâmica descreve apenas a rota da fumaça, mas não a ignição inicial.

Origem das chamas

Enquanto os agentes de segurança indicam suspeitas de interferência humana, o cientista ressalta que somente uma perícia técnica detalhada pode confirmar a real motivação do incidente. Só uma avaliação no local poderá indicar se houve ação humana, se foi intencional ou decorrente de uma queimada que se propagou, afirma Juen, destacando a complexidade de rastrear a fonte do sinistro em áreas florestadas ou urbanas do estado.

O caso reforça os perigos associados a queimadas e ao manejo inadequado do solo na região norte, onde ecossistemas inteiros podem sofrer danos severos decorrentes de incêndios subterrâneos e ocultos que comprometem a integridade de grandes espécies vegetais nativas.

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